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Em Tocantins, Dilma recebe críticas

Tucano reclamou do custo da energia no Estado

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2014 | 03h02

O governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos (PSDB), fez um discurso de críticas e cobranças ao governo federal durante a cerimônia de entrega de unidades do programa "Minha Casa, Minha Vida", na presença da presidente Dilma Rousseff.

O tucano criticou as consequências do atual cenário elétrico nacional para os usuários do Estado. Segundo ele, os consumidores tocantinenses vão ter de arcar com os custos da acionamento das usinas termoelétricas sem utilizar esse tipo de energia.

Siqueira Campos afirmou que o Estado utiliza apenas 12% da capacidade hidrelétrica instalada e repassa "praticamente de graça, sem quase receber ICMS", o total restante para ser consumido principalmente pelo Sudeste. "Pagar o preço das usinas termoelétricas sem as usar é uma injustiça com o povo de Tocantins."

O tucano afirmou ainda que, mesmo com a abundância da oferta local de energia elétrica, os moradores de Tocantins pagam uma das maiores tarifas elétricas do País. Ele pediu à presidente que solicite à Eletrobras que "conclua as burocracias" para o avanço do programa "Luz para Todos" no Estado. Campos disse que a quinta etapa, com mais 12 mil ligações, depende de autorização da estatal do setor elétrico.

Por fim, o governador cobrou a conclusão da Ferrovia Norte-Sul entre Palmas e São Luís, no Maranhão. "É necessário que o modal ferroviário entre efetivamente em operação, transportando não somente cargas, mas também passageiros.".

Carvalho. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que "aqueles que previram o caos" no setor elétrico "vão quebrar a cara mais uma vez". O ministro também saiu em defesa da estratégia do governo de repassar o aumento da conta de luz aos consumidores apenas em 2015, após as eleições. Segundo Carvalho, o governo Dilma Rousseff tem como objetivo "não antecipar custos que vão onerar a vida do trabalhador".

"O Brasil continua com seu suprimento energético. Tivemos neste ano de recorrer mais às térmicas, mas o sistema continua funcionando e vai continuar funcionando porque este é um governo responsável. Tenho certeza de que aqueles que previram o caos vão quebrar a cara mais uma vez. Parece que não aprendem", afirmou o ministro a jornalistas, antes de participar do lançamento do edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica, no Palácio do Planalto.

"Pegue os jornais do ano passado, do ano retrasado, do outro ano, é sempre assim... (Quando surgem) problemas nos reservatórios, já se começa a fazer terrorismo. Na prática, não aconteceu isso. A realidade combate o terrorismo. A realidade vai mostrando que o sistema elétrico é muito mais sólido. Você consegue suprir o País naquilo que ele precisa em termos de energia, sem solavancos, sem algumas profecias do terrível que algumas pessoas teimam em realizar todo início de ano."

O setor elétrico tem sido um dos principais alvos da oposição. Para o Palácio do Planalto, defender a área é também uma questão de honra para o governo, já que a presidente foi ministra de Minas e Energia no governo Lula.

"Você tem de fazer os cálculos econômicos e ver quando eles precisam ser dados. É evidente que você tem de cuidar do bolso do contribuinte, como a presidente (Dilma Rousseff) cuidou. Esse é o nosso objetivo o tempo todo. É reduzir os custos do bolso do consumidor, não antecipar custos que vão onerar a vida do trabalhador. Esse é o principio que nos movimenta sempre", disse Carvalho. / CARLA ARAÚJO, MÁRIO BRAGA E RAFAEL MOURA

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