Em tom duro, Kirchner responde às críticas da oposição

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, voltou a criticar os setores da oposição, em discurso na manhã desta quarta-feira, e reafirmou que está seguro de seguir o caminho correto na administração da Argentina. "Podem me falar o que quiserem. Não me importa porque cada dia meus irmãos vão estar um pouco melhor. Há 50 anos que a Argentina está à deriva por muitos que se promovem como uma alternativa" na época das eleições, afirmou. O presidente também acusou a oposição de "não sair da mesquinharia de quando governaram", além de apontar seus "erros" e "incapacidades".O discurso de Kirchner foi uma clara resposta ao seu ex-ministro de Economia, Roberto Lavagna, que é candidato declarado às eleições presidenciais de outubro próximo. Além de outros políticos, como o deputado Maurício Macri, que criticaram duramente a suposta manipulação nos índices de inflação de janeiro. Kirchner também questionou as acusações da oposição de executar uma política eleitoreira em seus anúncios de investimentos em habitações e obras públicas. "Para alguns, isso é política eleitoreira, como dizem os grandes analistas. Mas o que seria da Argentina e dos argentinos, se cada vez que houvesse um ano com eleições (a cada dois anos) parássemos de fazer coisas", indagou, em tom de ironia. Nos últimos dias, o presidente argentino tem sido objeto de duríssimas críticas não só por causa do controle que tem exercido sobre os preços, mas também pelos inúmeros anúncios de obras públicas. A oposição suspeita do uso da máquina administrativa com fins eleitorais. Kirchner ainda não anunciou se será candidato à reeleição.Os analistas e o próprio governo afirmam que o candidato oficial será Kirchner ou sua mulher, a senadora Cristina de Kirchner, que já posa como candidata. Em todas as pesquisas de opinião, ambos são líderes na preferência do eleitorado, com uma média de 60% e 50% , respectivamente, na intenção dos votos. Macri aparece em segundo lugar (em torno de 14%), seguido por Elisa Carrió (cerca de 12%) e Lavagna, em quarto (mais ou menos 10%).

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