Em visita à obra, Dilma disse que não vai pagar mais

Em visita ao canteiro de obras da ferrovia em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff demonstrou, em entrevistas, que não está disposta a autorizar mais repasses financeiros à Transnordestina Logística.

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2012 | 02h01

Segundo a presidente, contratempos ocorrem na construção de uma ferrovia longa e pioneira como a Transnordestina, mas as análises feitas pelos técnicos do governo federal mostram não haver necessidade de novos aportes expressivos de dinheiro público.

"O governo já fez várias avaliações econômico-financeiros da ferrovia. Não pretendemos ficar elevando indefinidamente o preço. Sabemos que, em uma ferrovia desse tamanho, ocorrem coisas não planejadas. É óbvio. Mas temos certeza de que nosso orçamento está bem próximo da realidade", disse Dilma na ocasião. Mesmo assim, a presidente disse que conta com a inauguração da obra em sua gestão, porque "é de imenso interesse para a região".

"O que queremos é concluir a ferrovia até o final de 2014 e vamos tomar todas as medidas para que isso aconteça", afirmou ela em discurso proferido na divisa dos municípios de Parnamirim e Terra Nova, em Pernambuco.

Em mensagem interpretada como um recado aos dirigentes da concessionária, entre eles o então presidente Tufi Daher Filho, Dilma falou na necessidade de "acertar nossos parafusos para que haja uma solução mais rápida". Segundo a presidente, "a ferrovia funciona como um caminho de desenvolvimento", acrescentou ela, que visitou a obra em 9 de fevereiro. No intervalo da solenidade pública, Dilma reuniu-se com os diretores da Transnordestina Logística e cobrou prazos.

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