Embaixador defende ação comercial do Brasil nas Américas

O mercado formado pelo continente americano será o grande responsável pelo crescimento das exportações brasileiras de produtos industrializados. A aposta é do embaixador Rubens Barbosa, que acaba de deixar a liderança da representação brasileira em Washington para iniciar a carreira de consultor da iniciativa privada. Com mais de trinta anos de experiência diplomática, Barbosa diz que 52% das exportações brasileiras têm a região como destino (22% América do Sul e 30% Estados Unidos). Desse montante, ao redor de 80% são de produtos industrializados. ?Temos de assegurar esse mercado e garantir o aumento de vendas para a região?, disse.O embaixador considera importante priorizar os mercados da Europa e dos países emergentes, como a China e a Índia, mas ressalva que essa estratégia deve ser vista como complementar e não prioritária para o comércio. Ele argumenta que, para esses países, o Brasil é fornecedor de commodities, e poucos produtos industrializados.Ele acredita que para sobreviver em uma economia aberta as empresas brasileiras terão de se internacionalizar. Com o advento da Alca, ?mais cedo ou mais tarde?, a indústria brasileira sofrerá forte competição de produtos dos EUA, Canadá e México nos mercados da América do Sul. ?Será difícil manter o alto nível de exportações caso as empresas não se ajustem à abertura econômica e às novas demandas mundiais. Temos de ser realistas: mercado industrial para produtos brasileiros é o das Américas?, disse.A política industrial anunciada nesta semana pelo governo federal mostra, segundo Barbosa, que o País está olhando para indústrias e tecnologia de ponta. ?Temos de adotar uma posição mais pró-ativa, de buscar investimento?, disse. Afinal, segundo ele, o Brasil é um mercado consumidor entre 70 e 80 milhões de pessoas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.