Embaixador diz que Bolívia cumprirá contratos de gás

Segundo Maurício Dorfler, produção boliviana é suficiente para garantir fornecimento ao Brasil

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

21 de janeiro de 2008 | 11h34

O embaixador da Bolívia no Brasil, Maurício Dorfler, declarou nesta segunda-feira, 21, que seu país vai cumprir os contratos de fornecimento de gás natural para a Argentina e o Brasil. O nível atual de produção, insistiu ele, é suficiente para garantir esses fornecimentos, bem como para atender ao mercado interno.  À Petrobras, a Bolívia tem mantido um suprimento de 26 milhões a 30 milhões de metros cúbicos ao dia. No caso das provisões de gás para a Termocuiabá, que foram novamente suspensas, Dorfler argumentou que ainda não há um contrato definitivo de fornecimento, o que pressupõe a possibilidade de corte em caso de limitação na produção. "Nossas prioridades são o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos com a Argentina e o Brasil", afirmou, durante um café da manhã com a imprensa. Segundo Dorfler, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, virá ao Brasil no próximo dia 13 de fevereiro para a revisão dos acordos celebrados durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a La Paz, em dezembro passado. O objetivo será pressionar o governo brasileiro para implementar, o mais rápido possível, os mais de 20 acordos de cooperação assinados e, especialmente, o compromisso da Petrobras de injetar US$ 1 bilhão na expansão da produção de gás na Bolívia. Dorfler deixou claro que García Linera tratará, no Brasil, do cronograma de investimentos da Petrobras e também dos projetos de construção de duas grandes ligações rodoviárias dentro do país - uma para conectar La Paz aos Estados do Norte e outra vinculada às rodovias bioceânicas. "Queremos que esses projetos e que a cooperação tenham continuidade. Não podemos permitir que eles se acabem no próprio documento", afirmou o embaixador.

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