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Embaixador diz que eleições argentinas não alteram Mercosul

O embaixador do Brasil na Argentina, José Botafogo Gonçalves, disse que as políticas seguidas pelos governos dos dois países em relação ao Mercosul terão continuidade e "podem ganhar velocidade" caso se confirme a renúncia de Carlos Menem à sua candidatura à Presidência e Néstor Kirchner seja proclamado presidente. Em seguida, em tom de brincadeira, o embaixador completou que essas políticas ganharão "pelo menos alguns dias". A votação no segundo turno está marcada para o próximo domingo, dia 18, e a posse do novo presidente será no dia 25. "Não sei qual é a mecânica da proclamação de Kirchner como presidente se Menem renunciar e não houver eleição no segundo turno", disse. Ele afirmou também não saber se Kirchner virá ao Brasil antes do próximo dia 25. O candidato tinha prometido que sua primeira viagem como presidente seria ao Brasil. Botafogo acrescentou que a relação entre os dois países "está perfeitamente a salvo" tanto se o ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, renunciar à sua candidatura à Presidência quanto se for ao segundo turno. Disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido Menem, como recebeu Kirchner, se o ex-presidente da Argentina tivesse pedido.Embaixador explica apoio do BNDESO embaixador disse também que o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Financeiro (BNDES) ao país vizinho não foi bem compreendido no Brasil. "O que se quer é que o BNDES tenha participação mais ativa na integração e no desenvolvimento regional", afirmou. "Uma forma é o BNDES apoiar o exame de cadeias produtivas e já há uma seleção preliminar de setores para isso", contou. Entre esses setores estão móveis e madeiras, automóveis, petroquímica e energia e o setor têxtil e de confecções. "O setor automotivo deve ser beneficiário de um estudo para especialização da produção e para tornar mais eficiente a cadeia produtiva para a exportação para terceiros mercados", disse o embaixador. De acordo com ele, a capacidade instalada no Brasil e na Argentina é muito superior à demanda interna. O governo "poderá rever conceitos de integração da cadeia para produzir carros no Brasil e na Argentina com maior eficiência", disse o embaixador. Botafogo sugere também que os dois países adotem uma política harmonizada de investimentos para, por exemplo, promover "a substituição saudável de importação, incorporando a estrutura produtiva da Argentina nos setores eletro-eletrônico e químico, que juntos geram um déficit de cerca de US$ 14 bilhões na balança comercial brasileira.Ele afirmou não saber se o BNDES vai financiar importações da Argentina. De acordo com ele, a visita do vice-presidente do Banco, Darc Costa, a Buenos Aires vai esclarecer a questão da linha de financiamento da instituição para a Argentina.

Agencia Estado,

14 de maio de 2003 | 16h44

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