Embaixador diz que retrocesso no combate à pirataria é inaceitável

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, disse hoje que o governo norte-americano vai levar em consideração as reclamações do setor privado brasileiro sobre pirataria e propriedade industrial no processo que analisa a eventual retirada do País do Sistema Geral de Preferências (SGP - um mecanismo tarifário que beneficia produtos de alguns países exportados para o mercado norte-americano). No caso brasileiro, cerca de US$ 2 bilhões em vendas externas usufruem do sistema.O embaixador foi categórico ao afirmar que os Estados Unidos consideram "inaceitável" qualquer atitude do governo brasileiro que signifique redução dos esforços no combate à pirataria ou na aprovação de patentes.Em almoço com empresários na Câmara Americana de Comércio (Amcham), Danilovich ouviu críticas a respeito da lentidão na aprovação de patentes industriais e também sobre a falta de transparência dos órgãos criados para combater os crimes de direito autoral, atitudes que podem excluir o Brasil do SGP. Nas palavras do embaixador, a resolução dos problemas referentes a patentes é crucial para o avanço das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).ProcessoEm 2002, o Brasil sofreu a primeira ameaça por parte dos Estados Unidos de ser excluído do SGP por conta do alto índice de cópias ilegais no mercado brasileiro e do desrespeito à propriedade intelectual e industrial. Na ocasião, foi criado um comitê interministerial em resposta às ameaças norte-americanas. Agora, acontece a revisão das medidas.Em visita ao Brasil, em setembro, o vice-representante de comércio do país, Peter Allgeier, não descartou a possibilidade de o Brasil ser retirado do SPG em retaliação contra o alto nível de crimes de propriedade intelectual e industrial no Brasil.Posição de destaqueEle disse que a administração George W. Bush vê o Brasil como a grande âncora da América do Sul e apóia a posição do País de liderança regional. "Para onde vai o Brasil, vai a América do Sul", disse. Ele elogiou a presença de tropas brasileiras no Haiti e, por último, ressaltou a importância que Bush dá ao presidente Luís Inácio Lula da Silva.

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