Embaixador do Brasil nos EUA contesta pesquisa

O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Roberto Abdenur, disse ver "com muito relativismo" a pesquisa da A. T. Kearney que mostra queda do Brasil da 9ª para a 17ª posição no ranking dos principais países com potencial de atração de investimentos diretos. "Esse relatório não me impressiona de modo algum", afirmou.Abdenur disse ainda ter "contato diário, vivo" com empresários e investidores, muitos dos quais "já têm investimentos feitos no Brasil, e pretendem fazer mais". Ele destacou a combinação do Brasil estar crescendo a 4% , "o que por si já é fator de atração de investimento", com ter uma política macroeconômica clara, seguida "com muita firmeza e muita determinação".Dúvidas dos investidoresSegundo Abdenur, o presidente Lula, no seminário realizado recentemente nos Estados Unidos sobre o Brasil, dirimiu dúvidas sobre a manutenção do rumo da política macroeconômica.O embaixador destacou dois tópicos abordados por Lula que tiveram impacto sobre os cerca de 600 participantes do evento. O primeiro é que não é porque o Brasil está crescendo 4% que Lula deixaria afrouxar as políticas fiscal e monetária. O segundo é que o presidente afirmou preferir que o Brasil não cresça 7% ou 8% no ano que vem, mas que tenha taxas de desenvolvimento econômico sustentáveis por mais tempo.Ressalvou, porém, que continuam existindo dúvidas quanto a marcos regulatórios e questões microeconômicas. "É muito importante que o projeto de PPP (parceria público-privada) não tarde a passar (no Congresso). É muito importante continuar com as reformas microeconômicas, como a lei de falências e a reforma do judiciário".

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