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Embaixador do Brasil nos EUA diz que o "diabo" da Alca é o detalhe

O embaixador do Brasil em Washington, Rubens Antonio Barbosa, disse em seminário promovido pelo Centro Mundial de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, que há consenso sobre a importância da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), mas o "diabo está nos detalhes".Segundo ele, se a Alca vier a ser formada será a maior área de livre comércio do mundo, com PIB de US$ 11,4 trilhões, envolvendo 34 países e 800 milhões de habitantes. Ele considera importante que o Brasil continue tendo acesso a economia norte-americana, que responde por 25% das exportações brasileiras, mas ressalta que é preciso eliminar ou reduzir as restrições aos produtos brasileiros. Barbosa lembrou que em 1985 as exportações brasileiras para os Estados Unidos eqüivaliam ao mesmo valor das da China, US$ 7 bilhões. Em 2001, as exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram R$ 14 bilhões contra US$ 140 bilhões da China. Segundo ele, 60% dos produtos brasileiros têm barreiras tarifárias nos Estados Unidos, com alíquotas que chegam a 350%. "As negociações comerciais precisam ser livres e justas, e é importante que o setor privado e os trabalhadores participem do acordo com a Alca", disse Barbosa. Para Barbosa, a preocupação do Brasil não está concentrada em países de menor porte mas sim de concorrentes semelhantes, como México e Canadá. O diretor do Institute for International Economics dos Estados Unidos, Jeffrey Schott, disse estar otimista com o progresso das negociações e que é preciso discutir os casos concretos de cada tipo de produto que é exportado na região. Durante o seminário, o representante do governo norte-americano nas negociações da Alca, Peter Allgeier, disse que tudo está para ser negociado e ele espera realizar uma oferta inicial "generosa e agradável" para o governo brasileiro.Com relação as barreiras ao aço brasileiro, Allgeier disse que não é porque as tarifas irão baixar para zero no Caribe, que haveria uma corrida dos investidores internacionais para investir naqueles países.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 17h09

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