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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Embaixador dos EUA argumenta que país poderia ser mais 'flexível'

A proposta atualmente em discussão prevê um corte de 60% nas tarifas dos produtos industriais e, por isso, desagradou o Brasil e outros países emergentes, que não aceitavam corte superior a 50%

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

23 de julho de 2007 | 19h04

Os Estados Unidos podem ser mais flexíveis nas negociações para destravar a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) se os outros países agirem da mesma forma, disse o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Ele atribuiu esse posicionamento ao presidente do seu país, George W. Bush. Sobel manifestou esperança de que o envolvimento direto de mais países na negociação possa funcionar como "um catalisador" para reacender a Rodada.   A proposta feita na semana passada pela burocracia da OMC para todos os países, porém, foi apresentada depois que fracassaram as negociações entre União Européia, Estados Unidos, Brasil e Índia, em reunião em Postdam, na Alemanha, na semana passada. A proposta atualmente em discussão prevê um corte de 60% nas tarifas dos produtos industriais e, por isso, desagradou o Brasil e outros países emergentes, que não aceitavam corte superior a 50%.   O texto também prevê redução dos subsídios dos Estados Unidos à agricultura e das tarifas européias nos produtos do setor agrícola. Em palestra durante almoço na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Sobel afirmou que os países em desenvolvimento terão a maior parte do ganho com Doha e que o grupo de países com interesses comuns na agricultura que tem no Brasil uma de suas lideranças, o G-20, deve cortar as tarifas efetivamente praticadas e não apenas naquelas que existem nominalmente, mas são bem maiores que as praticadas de fato.   Investimentos   Sobel afirmou que "é crescentemente importante que o Brasil e os Estados Unidos tenham um acordo de investimento". Ele comentou que não há apenas investimento americano no Brasil e que no ano passado o investimento brasileiro nos Estados Unidos aumentou 300%. O embaixador americano pregou maior união comercial e de políticas entre a Área de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) - composta por Estados Unidos, Canadá e México - e a América o Sul.   Ele disse que a China está atraindo mais de US$ 1 bilhão por semana em investimento direto estrangeiro e completou: "temos que enfrentar o desafio criando dentro do nosso hemisfério um sistema de comércio que seja aberto, justo, previsível e transparente". De acordo com Sobel, é necessário reconhecer as mudanças que estão acontecendo na economia internacional. "A competitividade de nossos países vai ser crescentemente definida por nosso nível de integração, cooperação e competitividade dentro de nossa região.

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