Embalagens devem manter média de crescimento em 2002

Com base em projeções otimistas para embalagens de itens como salame, aves, alisador para cabelo, chás e sucos prontos e alimentos para animais, o setor de embalagens deve manter a média de crescimento de 1,3 ponto porcentual acima do PIB este ano. A previsão divulgada hoje pela consultoria Datamark Market é de um faturamento 2,9% acima dos R$ 21,6 bilhões registrados em 2001.Os destaques negativos devem ficar por conta das embalagens direcionadas ao leite pasteurizado, creme esterilizado e de sobremesas refrigeradas.A consultoria divulgou hoje o estudo anual Brazil Pack, análise que abrange 18 tipos diferentes de matérias-primas absorvidas pela indústria de embalagens, incluindo plásticos em geral e outros seis segmentos: papel, papelão, alumínio, folha de flandres, aço e vidros.O volume produzido no Brasil no ano passado permaneceu praticamente estável. Foram comercializados 5,75 milhões de toneladas, ante 5,74 milhões em 2000. Desse volume, 61,5% foram absorvidos pela indústria de alimentos e bebidas. A expectativa para este a no continua positiva para o setor: acréscimo de 3,6%. De acordo com o levantamento, o consumo de plásticos registrou alta de 4,5% em 2001. A matéria-prima cresceu 2,1% em volume comercializado de polietileno de baixa densidade, seguindo uma tendência de crescimento verificada em análises anteriores. No período entre 1995 e 2001 o polietileno de baixa densidade cresceu 25,3% em volume, enquanto o de alta densidade subiu 66,7% nos mesmos anos. Mas no ano passado, o volume caiu 4%, totalizado 215 milhões de toneladas vendidas e uma receita US$ 557 milhões.Em outra pesquisa realizada pelo Data Market, que mede o desempenho dos produtos de consumo nos últimos 10 anos, lideraram leite longa vida, cujo mercado deu uma salto de 1.900%, com vendas no varejo na casa dos US$ 1,7 bilhão no ano passado, seguido de bebidas lácteas com alta de 1.567%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.