Embargo argentino se restringe à região do foco de aftosa

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, disse que a restrição imposta pela Argentina à carne brasileira é menos severa do que se imaginava inicialmente. O governo argentino suspendeu as compras dos cinco municípios do Mato Grosso do Sul que ficam numa área de 25 km ao redor do foco de Eldorado. "O embargo não é tão grave", disse o secretário, pouco antes de iniciar a reunião de secretarias estaduais de Agricultura, para discutir o comércio de animais e carne do Mato Grosso do Sul.Participam da reunião representantes de secretarias de Agricultura de 15 Estados e do Distrito Federal. Estas unidades da Federação impuseram algum tipo de barreiras aos animais vivos e produtos, inclusive leite, oriundo do Mato Grosso do Sul.Santa Catarina, por exemplo, fechou suas dividas para todo tipo de carne e animais vivos. O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Solpesa, admitiu que pode, com base numa avaliação técnica autorizar o comércio, mas não permitirá o ingresso de carne com osso. O temor é que os cortes com osso possam elevar o risco de contaminação dos rebanhos.O secretário de Agricultura de Goiás, Roberto Balestra, criticou a fala do presidente Luis Inácio Lula da Silva, que em Portugal disse que a responsabilidade pela sanidade do rebanho é do pecuarista. "Durante todo mandato, o presidente ignorou o agronegócio. Ele foi omisso com o setor", disse o secretário, que é deputado federal eleito pelo PP-GO.Balestra disse que o presidente Lula foi infeliz porque o Estado de Goiás não recebeu recursos para a defesa sanitária. Ontem em Portugal, Lula disse que não faltaram recursos para a defesa. A previsão era que o governo federal, segundo Balestra, liberasse R$ 2,6 milhões para a defesa sanitária em Goiás. "Este ano, não recebemos nada do previsto".Balestra disse que o Estado está "eufórico com o foco de Eldorado, porque Goiás poderá exportar mais com o embargo imposto à importantes Estados que comercializam carne no mercado externo. Fizemos o dever de casa e seremos recompensados por isso".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.