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Embargo europeu à carne desestimula negociações, diz Amorim

Declaração do ministro foi feita um dia depois de o Ministério da Agricultura ter admitido erro em lista

BBC Brasil,

07 de fevereiro de 2008 | 17h39

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira em Madri que o embargo imposto pela União Européia à carne brasileira é "injusto" e pode prejudicar "futuras negociações".   Veja também:  Irlandeses não querem nova lista do Brasil à UE Irlandeses comemoram embargo à carne brasileira    "É um embargo sem fundamento, nem sentido, nem lógica. É um desestímulo para futuras negociações", disse Amorim, sem citar especificamente as conversas no âmbito da OMC ou entre o Mercosul e a União Européia.   A declaração de Amorim foi feita um dia depois de o Ministério da Agricultura ter admitido erro em lista de fazendas teoricamente aptas a exportar para a Europa e ter excluído cerca de 2 mil unidades do total anterior de 2,6 mil.   A União Européia queria limitar a lista a 300 estabelecimentos.   Burocracia   "Independente de se houve erro ou acerto não faz sentido restringir à priori o número de fazendas a 300. Não há argumento para sustentar esse número. É uma questão de protecionismo", disse Amorim.   Amorim, no entanto, acha que o impasse ainda pode ser resolvido, se houver mais flexibilidade por parte dos europeus.   O chanceler brasileiro que deu entrevista coletiva ao lado do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, também criticou a burocracia da União Européia e da própria Espanha.   Dando como exemplo a entrada das empresas espanholas no Brasil, principalmente no setor de infra-estrutura, Amorim pediu ao governo da Espanha que receba as companhias brasileiras da mesma maneira.   "As empresas espanholas ganharam seis de sete leilões para construir rodovias. Nossa regulamentação foi flexível. Se o conhecimento do mercado fosse pré-requisito, só poderiam ter ganho empresas brasileiras."   "Para que não haja reação, é preciso que as empresas brasileiras que estão em Angola, Miami… possam estar na Espanha. Seria positivo que essa abertura tivesse reciprocidade."

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