Embarque de carne suína do Brasil recua em julho; receita avança 10,5%, diz ABPA

As exportações de carne suína do Brasil recuaram 18,7 por cento em julho ante um ano atrás, para 40,97 mil toneladas em julho, mas a receita saltou 10,5 por cento, beneficiada por um cenário de preços firmes, informou nesta segunda-feira a associação que reúne a indústria.

REUTERS

11 de agosto de 2014 | 14h51

As vendas externas totalizaram 139,37 milhões de dólares no mês passado.

"Os exportadores brasileiros de carne suína estão se beneficiando da atual conjuntura do mercado mundial, com redução da oferta e aumento de preços", disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Segundo a ABPA, o preço médio internacional da proteína subiu 36,01 em julho, para 3.401 dólares por tonelada, em relação a 2.501 dólares no mesmo período de 2013.

FATOR RÚSSIA

O vice-presidente de suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Eduardo Saldanha Vargas, disse que a entidade mantém a estimativa de embarques em 600 mil toneladas em 2014, crescimento de 16 por cento. Em receita, a previsão é de 1,7 bilhão de dólares, contra 1,36 bilhão de dólares do ano passado.

Em julho, os principais destinos foram Rússia (com 14.171 toneladas), Hong Kong (com 8.811 toneladas) e Cingapura (com 4.011 toneladas).

"Até dezembro, o volume mensal das vendas externas de carne suína deverá aumentar acima da média, com o anunciado interesse russo de importar do Brasil maiores quantidades do produto para substituir as compras de tradicionais fornecedores --os EUA e a União Europeia", disse Vargas.

No acumulado do ano, a Rússia também se destaca como o principal importador, com 97.931 toneladas.

A Rússia anunciou embargo à compra de alimentos de alguns países, como Estados Unidos, Austrália e Canadá, entre outros, em retaliação às sanções sofridas por conta da crise com a Ucrânia, favorecendo as vendas de carnes do Brasil.

(Por Fabíola Gomes)

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