Embolso de lucro impera após dados nos EUA e Bovespa cai

Dados desencontrados da economia dos Estados Unidos impuseram volatilidade à Bovespa, que fechou o dia no vermelho, pressionada pelas blue chips Vale e Petrobras, além das empresas financeiras.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

03 de dezembro de 2009 | 19h04

Depois de ter chegado a superar os 69 mil pontos pelo segundo dia seguido, o Ibovespa perdeu força, fechando em baixa de 0,44 por cento, aos 68.314 pontos, perto da mínima do dia. O giro financeiro da sessão foi de 6,57 bilhões de reais.

O mercado teve um comportamento pendular. Primeiro celebrou a queda nos pedidos de seguro-desemprego nos EUA e a decisão do Bank of America de pagar o empréstimo tomado em meio à crise. Depois torceu o nariz para a piora no setor de serviços e de um relatório sobre vendas no varejo norte-americano.

"Com os índices de ações perto das máximas no ano, o investidor aproveita qualquer notícia menos positiva para realizar lucro", disse André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos.

A virada para baixo nos preços das commodities também gerou uma pressão indireta, ao pesar sobre as blue chips domésticas ligadas a matérias-primas. O papel preferencial da Vale cedeu 0,5 por cento, a 42,30 reais, enquanto a da Petrobras recuou 0,3 por cento, para 39,30 reais.

As empresas de meios eletrônicos de pagamento foram os destaques negativos do dia, após representantes do Banco Central e da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça terem defendido a adoção de mecanismos que permitam aos consumidores ter descontos nas compras com pagamento à vista.

Redecard tombou 3,9 por cento, a 26,05 reais. Fora do índice, Cielo (ex-VisaNet) caiu 5,8 por cento, para 15,50 reais.

No mesmo bloco, BM&FBovespa tombou 1,5 por cento, a 12,04 reais. De pouco adiantou o relatório da Link Corretora reiterando recomendação de compra para as ações da companhia.

Ainda, Cteep (Transmissão Paulista) perdeu 2,2 por cento, para 49,90 reais, depois de o governo paulista ter informado que pretende se desfazer de ações representativas de 7,69 por cento do capital da companhia.

Mas no conjunto, o setor elétrico foi, mais uma vez, o que mais contribuiu com pontos positivos para o Ibovespa, com destaque para Eletrobrás, cuja ação preferencial subiu 3,5 por cento, a 29,45 reais, em meio a expectativas de reorganização societária na companhia.

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