AP Photo/Kamran Jebreili
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Embraer anuncia encomendas de seis novos jatos, avaliados em US$ 374 milhões

Negociação foi anunciada pela empresa durante Dubai Airshow; aviões serão vendidos para companhias aéreas da Nigéria e Egito

Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2019 | 11h58
Atualizado 18 de novembro de 2019 | 10h55

A fabricante aeronáutica Embraer anunciou ontem, durante a feira aeronáutica Dubai Airshow 2019, que recebeu mais seis pedidos firmes de jatos. Um dos acordos é com a Air Peace, maior companhia aérea da Nigéria, para três jatos E195-E2. A aérea já havia encomendado dez aviões do mesmo modelo em abril. Outros três pedidos foram de aeronaves E190, pela CIAF Leasing, sediada no Egito. Ao todo, os novos pedidos somam US$ 374 milhões (mais de R$ 1,5 bilhão), de acordo com a Embraer.

Com o novo pedido, a Air Peace tem 13 encomendas dos jatos E195-E2, além de 17 direitos de compra para o mesmo modelo. A previsão é de que a primeira entrega ocorra no segundo trimestre de 2020. Os jatos serão configurados para 124 assentos. A Air Peace opera mais de 20 rotas regionais e internacionais, além de seis jatos ERJ-145 da Embraer em rotas curtas.

A CIAF Leasing, por sua vez, tem três jatos E170, dois deles arrendados pela Jasmin Airways e um pela Air Cairo. Além disso, a companhia deve receber dois E195 em meados de novembro. As três aeronaves serão entregues no quarto trimestre do ano que vem. A fabricante não deu detalhes sobre a configuração interna dos modelos.

Os pedidos da Air Peace estão avaliados em US$ 212,6 milhões, enquanto que os da CIAF chegam a US$ 164,1 milhões. Ambos serão adicionados à carteira de pedidos da Embraer do quarto trimestre de 2019.

Boeing

Enquanto isso, a gigante Boeing, que comprou a operação de jatos comerciais da Embraer no ano passado e sofre com a crise dos 737 Max, viu seu total de encomendas despencar no evento. Em 2017, a americana havia contabilizado pedidos de US$ 15 bilhões no evento. Agora, o cenário é bem diferente. A Biman Bangladesh encomendou duas aeronaves 787-9 por US$ 292,5 milhões.

O valor também contrasta com os pedidos de US$ 140 bilhões anunciados logo no início da edição de 2013 do evento, ainda antes da queda global dos preços do petróleo,  que acarretou a redução do crescimento econômico em regiões do Golfo Pérsico, onde estão sediadas algumas das maiores companhias do Oriente Médio.

No entanto, a maior empresa da região, a Emirates, recentemente assinou um compromisso de adquirir 70 novos aviões da franco-alemã Airbus, avaliados em US$ 21,4 bilhões, com entregas pelos próximos cinco anos.

A Boeing utiliza o Dubai Airshow deste ano para mostrar preocupação com a segurança após dois acidentes com o Boeing 737 Max, que mataram 346 pessoas. As aeronaves desse modelo foram retiradas de operação em todo o mundo, impactando empresas como a Flydubai, que operava com esses aviões e tinha encomendas de mais de 230 unidades./ com informações da AP

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