Embraer cobra maior fiscalização sobre empresas chinesas

Presidente da empresa disse que os EUA e outros países deveriam examinar as estatais chinesas e "que tipo de suporte governamental está por trás desses programas

Álvaro Campos, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 17h54

O presidente da fabricante de aeronaves brasileira Embraer, Frederico Curado, cobrou uma maior fiscalização internacional sobre as empresas chinesas, sugerindo que elas podem estar recebendo ajuda ilegal do governo. "Nós deveríamos, coletivamente, analisar o que a China está fazendo nessa área", disse, se referindo à indústria aeroespacial. Os comentários foram feitos após um discurso em um evento do setor em Washington.

Curado acrescentou que os EUA e outros países deveriam examinar as estatais chinesas e "que tipo de suporte governamental está por trás desses programas. Eu realmente acredito que é importante que as coisas sejam desenvolvidas dentro do mesmo quadro onde todo o resto opera". No discurso, o presidente da Embraer disse que subsídios ilegais e outras formas de ajuda governamental que violam padrões internacionais de concorrência são um dos maiores desafios da indústria de aviação.

A Embraer, que é a quarta maior fabricante de aviões do mundo, provavelmente deve fechar sua fábrica na China, após as conversas com o governo sobre a expansão das suas operações no país terem estagnado. No dia 8, Curado disse que se a empresa não vender nenhum novo avião ao mercado chinês até março de 2011 será obrigada a repensar sua estratégia no país. Mas o executivo insistiu que uma decisão final de fechar a unidade ainda não foi tomada. Um dia antes, o vice-presidente executivo para o mercado de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, havia dito que a empresa iria fechar a unidade no país. "Não temos perspectivas de continuar a produção", comentou na ocasião.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington não foi encontrado para comentar o assunto. As informações são da Dow Jones.

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