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Embraer comemora entrega de 600º jato regional

A fabricante nacional de aviões e principal exportadora brasileira Embraer comemora nesta terça a entrega do seu 600º jato regional, na sede da empresa, em São José dos Campos (SP). A entrega será feita para a suíça Swiss, companhia aérea formada com a fusão da Swissair com a Crossair. A empresa receberá seu 25º jato ERJ-145 e poderá adquirir mais 15 opções do modelo.Até abril deste ano, a Embraer havia entregue 418 aviões ERJ-145. O modelo, para 50 passageiros, custa US$ 18,5 milhões. A família de jatos regionais ERJ tem ainda o ERJ 135, para 37 passageiros, ao preço de US$ 14,5 milhões, com 89 entregas já realizadas. Ela se completa com o ERJ-140 para 44 passageiros, de US$ 16,5 milhões, com 35 entregas realizadas até abril.O jato regional ERJ 145 teve seu vôo inaugural em 1995 e entrou no mercado em dezembro de 1996. A primeira aeronave foi entregue ao seu cliente lançador, a Continental Express, dos EUA. Equipado com motores Rolls-Royce, o ERJ 145 pode alcançar velocidade de 833 km/h, com alcance de 2,87 mil km. Tem entre seus compradores companhias americanas como a American Eagle, subsidiária regional da American Airlines. A Crossair, braço regional e financeiramente saudável do grupo SAir, que incluída a falida Swissair, também se tornou uma das principais compradoras dos jatos. A Rio Sul, do Grupo Varig, foi a única companhia nacional a adquirir o modelo.Aposta certeiraSegundo analistas da avião, o ERJ foi a aposta mais certeira da Embraer desde a sua privatização, em 1994. A empresa apostou em um nicho pouco explorado na época pelas fabricantes internacionais: o do mercado da aviação regional, que trabalha com distâncias menores e menor número de passageiros e estava ávido por aviões mais baratos e de boa qualidade. O serviço de pós-venda também foi uma das armas para a conquista do mercado norte-americano, até agora o principal comprador dos aviões da companhia brasileira. Em poucos anos, a Embraer tornou-se concorrente de empresas como a canadense Bombardier, o que resultou numa briga comercial entre Brasil e Canadá.A diretora da consultoria Roland Berger, Erica Paulus, afirma que o sucesso da família ERJ se deve à qualidade técnica da engenharia da Embraer. De acordo com ela, as perspectivas continuam boas, mesmo em meio à crise geral da aviação causada pelos atentados terroristas. "Depois de setembro, a demanda para jatos regionais passou a ser maior do que para os jatos comerciais de longo alcance e isso favorece a Embraer".A Embraer espera que o novo jato ERJ 145 XR com capacidade para 50 passageiros e alcance extra-longo receba certificação no terceiro trimestre deste ano. Os testes com a aeronave seguem em ritmo forte, segundo a empresa. A primeira entrega ocorrerá logo após a certificação, para o cliente lançador do novo modelo, a Express Jet Airlines (antiga Continental Express). A Embraer estima que o mercado de jatos regionais e comerciais de 30 a 120 assentos movimentará US$ 200 bilhões nos próximos 20 anos, o que indica uma demanda de 8.695 aviões. Fadesa, da Espanha, compra LegacySão Paulo - A Embraer anunciou a venda de um jato super-médio Legacy para a espanhola Fadesa, durante a feira European Business Aircraft Convention Exhibition (EBACE), que acontece em Genebra, na Suíça. O valor da transação não foi divulgado mas, segundo dados da Embraer, o preço do Legacy estava um pouco acima de US$ 20 milhões, na versão executiva e nas "condições econômicas de janeiro de 2002". Com a compra da Fadesa, sobe para 74 o número de pedidos firmes dessa aeronave, com 94 opções. "Nós procurávamos por um avião de grande porte", disse o diretor financeiro da Fadesa, Luis Macia, em comunicado. "Nossos critérios mais importantes eram confiabilidade, espaço da cabine e valor." A Fadesa é uma das maiores empreendedoras imobiliárias da Europa e recentemente ampliou sua atuação no ramo de administração de residências e propriedades.Suas atividades se espalham pela Espanha, Marrocos, Portugal, Romênia e outros países. A Fadesa opera atualmente um avião Hawker 700, que será substituído pelo Legacy em setembro próximo. A aeronave será baseada em La Coruña, sede da empresa. De acordo com a Embraer, a venda para a companhia espanhola acontece poucos dias após o primeiro Legacy civil ter sido entregue a um cliente europeu, cuja aeronave será administrada e operada pela GV Executive AG. Baseada em Zurique, a GV Executive AG vai receber o Legacy na segunda quinzena de junho. Manutenção A Embraer informou também que já está oferecendo o programa de manutenção "Total Legacy Care (TLC)" para os operadores europeus do avião. O programa cobre serviços de manutenção programada e não programada durante os primeiros cinco anos seguintes à entrega do modelo. Os clientes ou operadores do Legacy na Europa que optarem pelo programa TLC pagarão uma taxa fixa por hora de manutenção da estrutura da aeronave, baseada no número de horas voadas e em parâmetros operacionais.

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