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Embraer cresce na China e disputa com Boeing e Airbus

A Embraer entrega nesta sexta-feira à empresa britânica FlyBe o primeiro avião 195, modelo que concorre diretamente com aeronaves da Boeing e da Airbus. O modelo Embraer 195 é o maior avião já produzido em território brasileiro. Pode transportar até 122 passageiros, tem autonomia de 3.360 km e foi projetado para realizar vôos regionais. A aeronave é da mesma categoria que o Boeing 737-600 e o Airbus A319, ambos com capacidade aproximada de 130 passageiros.Ao todo, a FlyBe encomendou 14 aviões Embraer 195, num acordo de US$ 470 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão). A empresa ainda tem assegurada a opção de compra de mais 12 unidades, que pode somar US$ 870 milhões (aproximadamente R$ 1,9 bilhão) se efetivada.China Na quarta-feira, a Embraer assinou em Brasília um contrato com o grupo chinês HNA para a venda de cem aviões ao valor de US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 5,8 bilhões).A venda marca a entrada definitiva da Embraer no mercado chinês, após rumores de que uma fábrica da empresa no interior da China poderia fechar as portas por falta de encomendas. Foram encomendados 50 aviões ERJ 145 e 50 Embraer 190. Ambos são modelos próprios para rotas regionais. As unidades do Embraer 190 serão produzidas em São José dos Campos, interior de São Paulo. O jato ERJ-145, de 50 assentos, será construído da fábrica de Heai que fica em Harbin, na China. A Heai é uma parceria da Embraer com a estatal chinesa de aviação, Avic-II, que funciona desde 2002. O comprador, o grupo chinês HNA, é uma empresa que opera na área de hotelaria, turismo e transporte aéreo. Seus ativos superaram US$ 3,5 bilhões de dólares (mais de R$ 7,5 bilhões) em 2006.O grupo HNA já possui a maior frota de jatos regionais da China e planeja utilizar os aviões para intensificar a freqüência das rotas para o oeste e nordeste da China. Consolidação Em comunicado à imprensa, o presidente da Avic II, Zhang Hongbiao, disse que "a encomenda de 50 aviões ERJ 145 pelo HNA garantirá a continuidade do sucesso da joint venture (entre a Embraer e a Avic II)".Em fevereiro, o vice-presidente da Embraer, Frederico Curado, admitiu que os pedidos da fábrica de Harbin estavam abaixo da expectativa, reforçando rumores de que a empresa poderia fechar a unidade."Nós certamente esperávamos que o mercado iria se desenvolver mais rapidamente quando lançamos a parceria (de Harbin)", disse ao jornal China Daliy durante a feira Aeroespacial da Ásia, em Cingapura.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 10h33

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