Embraer decide em 2013 se fará avião de mais de 120 lugares

Hoje a empresa brasileira fabrica aeronaves de 60 a 120 assentos; o tamanho ideal ainda está sendo estudado

SILVANA MAUTONE, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h05

A Embraer espera decidir no ano que vem se desenvolverá ou não um avião maior. "Isso deve ser decidido dentro dos próximos meses, em reunião do nosso conselho de administração", afirmou o vice-presidente de aviação comercial da empresa, Paulo Cesar Souza e Silva.

Questionado sobre qual seria o tamanho dessa aeronave, o executivo preferiu não dar detalhes. "A gente ainda não sabe bem. Nem quero falar muito, porque isso ainda está em estudos de engenharia e de mercado. Estamos em busca do tamanho ideal", afirmou. A nova aeronave deve ser maior que as tradicionalmente fabricadas pela empresa, mas sem perda de desempenho.

O novo modelo, segundo disse Silva em fevereiro, poderia ter 130 assentos. Hoje, o maior avião da Embraer, o E-190, tem 120 lugares. Caso a Embraer de fato decida produzir esse avião, a empresa, segundo ele, deve começar a entregá-lo a partir de 2025. "Depende de como o mercado vai estar se comportando no momento. Mas a nossa visão é de que poderia haver um espaço melhor no mercado para aeronaves entre 130 e 150 assentos por volta de 2025", disse ele. No ano que vem, acrescentou, a Embraer deve melhorar o nível de sua carteira de pedidos firmes, que hoje preocupa investidores e analistas por estar num dos níveis mais baixos dos últimos tempos.

"Há grandes chances de conseguirmos elevar o nível em 2013", afirmou Silva. Isso porque as companhias aéreas americanas devem decidir comprar aviões pouco maiores que os de 50 lugares e a Embraer atua justamente no mercado entre 60 e 120 assentos.

Rival. Na semana passada, a Embraer perdeu uma concorrência de venda para a americana Delta, que anunciou um pedido de 40 aviões para a concorrente canadense Bombardier. O acordo de compra é avaliado em US$ 3,29 bilhões. "Não temos dúvidas de que nosso competidor entrou com margens extremamente negativas", afirmou Silva, acrescentando que acredita que questões de financiamento de aeronaves antigas da Bombardier pertencentes à Delta também pesaram na decisão final da companhia americana.

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