Embraer defende retaliação contra Canadá

O vice-presidente de Relações Exteriores da Embraer, Henrique Gerzezinfki, defende uma retaliação contra o Canadá - no caso dos subsídios a empresa Bombardier -, como último recurso a ser adotado pelo governo brasileiro. Ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, disse o mesmo, quando afirmou que o governo vai discutir uma saída negociada para o impasse.Durante entrevista hoje à Rádio Eldorado , o representante da Embraer afirmou que ?se os canadenses não retirarem os subsídios, como manda a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), evidentemente, como disse o ministro, o último recurso é a retaliação".Ele lembrou que o Brasil já tem uma "histórica vitória diplomática" no contencioso com a Bombardier e com o Canadá, mas destacou que as negociações bilaterais ocorrerão paralelamente enquanto o processo se desenrolar na OMC.O representante da Embraer explicou que a decisão da OMC também vale para operações realizadas no passado. "A OMC também, ao analisar as operações canadenses, disse que realmente desde 1996 o Canadá vinha realizando operações ilegais, diferentemente daquilo que eles declaravam para o mundo", informou.Ele não acredita, porém, que os subsídios serão retirados em operações realizadas anteriormente porque os aviões vendidos pela empresa já estão entregues. Gerzezinfki ressalvou, no entanto, que isso não deve ocorrer com a venda dos 150 jatos da empresa canadense à companhia aérea Air Winsconsin, no começo do ano passado. "Nesta operação grande da Air Winsconsin espera-se que o Canadá realmente retire os subsídios e que se reabra a concorrência".Para ele, os produtos da Embraer são mais competitivos e tecnicamente melhores para a Air Winsconsin. Gerzezinfki acredita que se houver realmente condições de financiamento iguais, sem o subsídio canadense, os brasileiros ganharão competitividade na disputa.

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