Paulo Whitaker/ Reuters
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Embraer deve cortar salários e jornadas em 25%

Empresa também propôs a suspensão de contratos de trabalho por 60 dias

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 18h09

Após duas semanas de licença remunerada e duas de férias coletivas (que se encerrarão na próxima sexta-feira, 10), funcionários da Embraer deverão ter seus contratos suspensos por 60 dias ou a jornada de trabalho e o salário reduzidos em 25%. Essa foi a proposta apresentada pela empresa aos funcionários, nesta segunda-feira, para ser implementada durante a crise decorrente da covid-19, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. 

Com as restrições de movimentação impostas pelos governos em todo o mundo na tentativa de estancar a pandemia, o setor aéreo é um dos que mais vem sofrendo nas últimas semanas. Em crise, as companhias aéreas devem reduzir drasticamente suas encomendas, o que resultará num impacto negativo para a Embraer e outras fabricantes de aeronaves. 

Dado o cenário, a empresa brasileira propôs que os trabalhadores cujo salário será reduzido em 25% trabalhem de casa. Eles terão uma ajuda de R$ 453 do governo. Já aqueles que tenham de trabalhar nas plantas da companhia continuarão recebendo 100% de seus salários. 

Segundo o sindicato, a empresa informou que a redução de jornada e salário deve durar 90 dias e que os funcionários terão estabilidade de emprego nos 90 dias seguintes. 

Para os trabalhadores da Embraer que tiverem seus contratos suspensos, a proposta é que recebam o auxílio do governo de R$ 1.269 mais uma parcela paga pela empresa. A remuneração poderá chegar a 100% do salário líquido para os que recebem até R$ 5.000 e a 85% dos que recebem valores superior a R$ 12 mil. 

Procurada, a Embraer informou estar negociando com os sindicatos de forma “a preservar empregos e a continuidade dos negócios”. “As novas medidas, ainda em discussão, incluem a possibilidade de redução da jornada de trabalho e suspensão temporária de contratos”, diz a nota.

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