David Becker/Reuters - 21/10/2019
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ESG

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Embraer discute segundo plano de demissão voluntária durante a pandemia

Depois de sofrer um revés na compra pela Boeing, companhia enfrenta os impactos da crise causada pela covid-19 na indústria aeronáutica

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 09h06

A Embraer está em negociação com os sindicatos de funcionários para colocar em prática mais um plano de demissão voluntária (PDV). Segundo a companhia, além dos empregados que estão em licença remunerada, poderão aderir ao PDV aposentados por tempo de serviço ou quem tiver 55 anos de idade ou mais. A adesão vai até 14 de agosto.

A companhia afirma que, por causa da crise provocada pela pandemia de covid-19, com impactos fortes na indústria aeronáutica, vem tomando uma série de medidas para garantir a saúde das pessoas e a continuidade dos negócios.

A proposta tem um pacote de incentivos que inclui plano de saúde para o colaborador e dependentes e auxílio-alimentação de R$ 450 mensais, ambos até janeiro de 2021, apoio para recolocação e uma indenização de 10% do salário-base nominal por ano de empresa, além das verbas rescisórias normais.

Após sofrer um revés na compra pela Boeing e em meio à maior crise da história da indústria da aviação, a Embraer está se reestruturando para tentar sobreviver aos dois golpes que levou no primeiro semestre. A empresa já suspendeu contratos, reduziu jornadas de trabalho e lançou um PDV que não foi aceito pelos sindicatos. O programa, lançado no início de junho, era dirigido a um grupo de funcionários que estava em férias coletivas e entraria em regime de licença remunerada.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que representa trabalhadores da Embraer, afirmou em nota publicada em seu site, que é "radicalmente contra o PDV". "Além de oferecer incentivos irrisórios, a entidade repudia a maneira como a Embraer tem conduzido as negociações", disse o sindicato. 

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