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Embraer inicia entregas na China

Avião entregue ontem faz parte da megaencomenda de US$ 2,7 bilhões feita pela chinesa Hainan

Paulo Vicentini, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

A Harbin Embraer Aircraft Industry - joint venture criada pela Embraer com a China Aviation Industry Corporation II (AVIC II) - entregou ontem o primeiro dos 50 jatos regionais da família ERJ 145 para a Hainan Airlines Company Limited (HNA). A quarta maior empresa da aviação civil da China também receberá outros 50 aparelhos EMB 190 fabricados pela Embraer em São José dos Campos (SP). O contrato para o fornecimento de 100 aviões, avaliado em US$ 2,7 bilhões, é o segundo maior da história da Embraer e deve ser completado até 2010.A cerimônia de entrega ocorreu em Harbin, a capital da província de Heilongjiang, sede da joint venture, e contou com a presença do embaixador do Brasil na China, Luiz Augusto Castro Neves. "O contrato da Embraer demonstra que o Brasil possui a capacidade necessária para exportar produtos sofisticados e de alto valor agregado, desde que sejamos mais proativos e agressivos na busca de novos mercados, especialmente em relação ao mercado chinês, que é imenso", disse Castro Neves.Segundo os analistas, os aviões regionais representam apenas 7% da frota em operação na China, ante uma participação de 43% nos Estados Unidos. Por isso, projetam, o mercado da aviação civil regional chinesa - turbinado pela manutenção do forte ritmo de crescimento da economia nacional - deverá absorver 1.400 aparelhos no segmento de 40 a 120 assentos até 2025. Oficialmente, a Embraer estima que possa colocar cerca de 700 aeronaves no mercado chinês até 2023.De acordo com Castro Neves, os governos brasileiro e chinês, bem como a Embraer e seus eventuais clientes chineses, nunca deixaram de discutir a possibilidade de expandir os negócios na China. "Os diálogos giram ao redor não apenas das aeronaves produzidas pela subsidiária chinesa da Embraer, mas das aeronaves de maior porte produzidas pela Embraer no Brasil", disse o embaixador, ao destacar que a empresa brasileira está consciente de que "o mercado disponível para a aviação regional na China é muito grande e foi pouco ocupado".Os chineses, entretanto, prometem realizar o primeiro vôo de seu próprio avião regional , o ARJ-21, em março de 2008. Conforme o diretor da Corporação I da Indústria de Aviação da China, Liu Daxiang, a estréia no mercado dos "avançados aviões regionais chineses para o século 21", habilitados a transportar entre 50 e 105 passageiros, deverá ocorrer em 2009. A Bombardier, a principal concorrente da Embraer no cenário mundial, também já está presente na China e é uma das empresas envolvidas no projeto do ARJ-21.

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