Embraer investe US$ 900 mi em nova família de jatos

A Embraer finalizou hoje o ensaio de vôo do jato Embraer 170, que tem entre 70 e 78 assentos e será certificado por entidades brasileira, européia e norte-americana em novembro. A fabricante brasileira investiu US$ 900 milhões na nova família de jatos que será inaugurada pelo modelo 170. Deste total, pelo menos US$ 300 milhões foram gastos com pessoal. O projeto envolveu cerca de 2 mil pessoas.O programa, iniciado em 1999, demorou 53 meses para ser concluído, com um ano de atraso. O objetivo da Embraer é disputar o mercado da aviação regional, que permanece em crescimento e ávido por aviões menores e de baixo custo de manutenção. O Embraer 170 vai competir com o CRJ-700, da canadense Bombardier, que tem a mesma capacidade de passageiros. O avião custará aproximadamente US$ 24 milhões. O primeiro jato será entregue à Alitalia em fins de novembro.A nova família da Embraer é composta pelo Embraer 175, de 78 a 86 assentos, que deverá começar a voar em 2004. Estão em processo de fabricação o Embraer 190, de 98 a 108 assentos e o Embraer 195, que terá entre 108 e 118 assentos. Nenhum dos dois tem competidores diretos, e há projetos de realização na Rússia e na China. A aposta da Embraer é oferecer ao mercado aviões que possam competir com os menores modelos da norte-americana Boeing e da européia Airbus. No total, a empresa já vendeu 551 aviões da nova família, com 244 pedidos firmes e 307 opções. A empresa já está próxima de obter o retorno do investimento, já que o "payback" é previsto para ocorrer com a venda do 600 aviões da série. ManutençãoO vice-presidente de engenharia e desenvolvimento de novos produtos da Embraer, Luís Carlos Affonso, explicou que o Embraer 170 foi projetado para oferecer maior conforto aos passageiros e menor custo de manutenção para a companhia aérea. Ele usa tecnologia de ponta que possibilita menor peso e maior flexibilidade da operação.É pouco provável que o passageiro brasileiro tenha a oportunidade de viajar no Embraer 170. Isso porque as companhias nacionais enfrentam um mercado desacelerado e têm dificuldade de obter financiamento. De acordo com o diretor de marketing da Embraer, Orlando José Ferreira Neto, a dificuldade de crédito atinge hoje toda a aviação global.

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