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Embraer mantém previsão de exportar 135 aviões em 2002

O presidente da Embraer, Maurício Botelho, manteve hoje a previsão de exportar 135 aviões neste ano, ante 161 vendidos ao exterior no ano passado. O mercado da aviação está se recuperando depois do 11 de setembro, embora timidamente, segundo ele. Prova disso foi o contrato anunciado ontem pela Embraer para o fornecimento de aviões à norte-americana Chautauqua Airlines, uma das companhias que integram a Delta Connection. "Foi um contrato animador porque entramos em território inimigo", disse Botelho.Ele reafirmou hoje, durante inauguração da primeira etapa de obras da fábrica de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, que a Embraer continua empenhada em partir para a China, onde pretende vender 400 aviões nos próximos 10 anos. Mas a instalação ainda depende de autorização do governo chinês.EmpregosO presidente da Embraer disse que a empresa está recuperando rapidamente a capacidade de gerar empregos prejudicada no ano passado, quando demitiu 1.800 trabalhadores ao reduzir o ritmo da produção depois dos atentados terroristas de 11 de setembro. Segundo Botelho, depois dos cortes, a empresa ficou com 10.500 funcionários. Hoje, porém, já conta 11.500.Segundo ele, uma parte dos técnicos será transferida da unidade de São José dos Campos (SP) para Gavião Peixoto. De acordo com Botelho, o novo centro da Embraer deve gerar cerca de 1.000 empregos até 2003.Os investimentos de US$ 150 milhões realizados desde 2000 são do caixa da empresa, segundo o executivo. No entanto, Botelho declarou que está conversando com o BNDES sobre a possibilidade de obter financiamentos. "Mas não temos novidades sobre isso", declarou.FornecedoresO executivo disse ainda que não tem idéia de quantos fornecedores poderão, efetivamente, se instalar no novo pólo industrial. A previsão realizada em 2000 era de que 14 parceiros industriais da Embraer iriam para Gavião Peixoto. No entanto, a única empresa a anunciar investimentos até agora foi a Kawasaki. "Nós nunca dissemos que todas as empresas viriam para São Paulo, mas acreditamos que outras seguirão a Kawasaki."A unidade da Embraer de Gavião Peixoto está em funcionamento desde outubro do ano passado. Até o final deste ano, deverão ser investidos US$ 42 milhões em obras de infra-estrutura para a implantação da área industrial, que deverá ocupar 3 milhões dos 17 milhões de metros quadrados do terreno.No local, serão montados os jatos executivos Legacy, os aviões Embraer 145, o AMX-T e o Super Tucano, utilizado pelo comando da Aeronáutica. O local será também usado para a modernização do caça F-5, a ser utilizado pela Aeronáutica.InvestimentosA Embraer deverá aumentar os investimentos no pólo de Gavião Peixoto, caso vença a concorrência internacional da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de caças supersônicos. Junto com a francesa Dassault, a Embraer está na disputa que envolve mais quatro concorrentes.O presidente da Embraer afirmou que a companhia terá controle completo da tecnologia necessária para a fabricação dos novos caças Mirage, que poderão substituir os que estão em uso há 30 anos pela FAB. A Embraer pretende montar os aviões no Brasil, na nova unidade de Gavião Peixoto.Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a decisão deve ser técnica e política. "A transferência de tecnologia da área militar para o Brasil é uma questão de "soberania nacional", disse o governador.Botelho criticou os fabricantes russos, um de seus concorrentes na licitação da FAB. Segundo ele, será muito difícil obter a transferência da tecnologia de empresas russas. "É inviável a transferência quando você não consegue nem entender a língua."

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