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Embraer nega mais cortes e espera ter apoio do BNDES

O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, afirmou hoje que com o corte de 20% do quadro de funcionários realizado em fevereiro está encerrado o processo de ajuste na companhia. "Não temos planos de demissão além do que já foi anunciado", disse. O vice-presidente executivo financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Luiz Carlos Aguiar, evitou falar sobre os custos gerados com as demissões; apenas informou que boa parte das indenizações já foi feita. "Devemos reportar essas despesas no balanço do primeiro trimestre", afirmou. Questionado sobre a necessidade de pagamento de salários no período em que as demissões da empresa foram suspensas por liminar, Curado explicou que a súmula do julgamento ainda não foi publicada, sem fazer mais comentários.

BETH MOREIRA, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 12h46

BNDES

Aguiar afirmou que a restrição de crédito no mercado internacional aumenta a importância do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como parceiro para financiar os clientes da Embraer. A previsão é de que o banco de fomento financie entre 25% e 35% dos clientes em 2009, ante parcela de 11% de 2008. Em 2007, segundo o executivo, o BNDES não financiou nenhum cliente da companhia.

"Em 2009 a necessidade de apoio do BNDES dobra", afirmou Aguiar nesta sexta-feira em encontro com analistas para comentar os resultados da Embraer do quarto trimestre e do acumulado de 2008. O executivo citou ainda que a companhia aérea brasileira Azul e as norte-americanas JetBlue e Republic Airways estão em vias de assinar contratos com o BNDES.

Meta

O presidente da Embraer reiterou hoje as estimativas da empresa para 2009. A previsão é de que a fabricante alcance no ano uma receita líquida de US$ 5,5 bilhões, ante os US$ 6,3 bilhões de 2008. A previsão leva em conta uma receita de US$ 3,3 bilhões para a área de jatos comerciais e de US$ 800 milhões para o segmento de jatos executivos. A área de defesa e governo deverá ter receita de US$ 600 milhões e a de serviços outros US$ 800 milhões.

A Embraer registrou no quarto trimestre do ano passado um prejuízo líquido de R$ 40,6 milhões, após lucro de R$ 399,7 milhões no mesmo período de 2007. Em 2008 como um todo, a fabricante brasileira de aviões fechou o ano passado com lucro líquido de R$ 428,8 milhões, 63,8% abaixo do apurado em 2007, quando o lucro acumulado foi de R$ 1,185 bilhão.

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