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Embraer nega pagamento de bônus milionários a diretores

Empresa alega motivos financeiros para justificar demissões, mas paga bônus, afirma Sindicato dos Metalúrgicos

Efe,

22 de março de 2009 | 00h38

A Embraer, que vem sendo questionada por seus sindicatos desde que no mês passado anunciou a demissão de aproximadamente 4.300 funcionários, negou no sábado, 21, que tenha distribuído R$ 50 milhões em bônus para seus diretores.

 

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Em comunicado divulgado no sábado, a Embraer respondeu às denúncias de dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que acusam a empresa de alegar motivos financeiros para justificar as demissões, mas paga bônus milionários a seus dirigentes.

 

A companhia esclareceu que os R$ 50 milhões mencionados pelos sindicalistas se referem ao valor máximo para o pagamento de honorários, benefícios, ajudas, prêmios e participação nos lucros que a Assembleia Geral Ordinária de acionistas limitou para todos os diretores em abril do ano passado, e que podem ser pagos até abril deste ano.

 

A Embraer disse que o valor efetivamente desembolsado para remunerar os dirigentes ainda não foi calculado, mas acrescentou que será publicamente divulgado junto com os resultados financeiros e contábeis da empresa em 2009.

 

Além disso, afirmou que esse valor será "obrigatoriamente inferior ao limite aprovado pelos acionistas".

 

"Em consequência, é absolutamente falsa a informação de que diretores e conselheiros de administração da Embraer tenham recebido R$ 50 milhões em bônus da empresa", afirmou.

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