Embraer pede apoio do governo

O vice-presidente de Relações Externas da Embraer, Henrique Rzezinski, afirmou, nesta quinta-feira, durante o Encontro Nacional de Logística Militar, do qual participava o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, que, sem o apoio do governo, projetos de alto valor agregado, de alta competição e importantes para o crescimento do País ficam inviabilizados. A Embraer participa, em parceria com a Dassault, da concorrência para o contrato de renovação da frota da FAB, no valor de US$ 700 milhões. A concorrência está acirrada. Durante o encontro, o ministro Quintão teve de se ausentar para receber o embaixador e o encarregado de negócios da Suécia no Brasil. A empresa sueca SAAB participa junto com a britânica BAE Systems da concorrência da FAB por meio do consórcio Gripen International. Em sua exposição no encontro, Rzezinski defendeu o apoio do governo à indústria nacional por meio de contratos de defesa. Segundo ele, essa prática é usual e eficiente nos países desenvolvidos, como Estados Unidos e países Europeus. "Esse apoio tem dado competitividade à indústria aeroespacial de países desenvolvidos há décadas", disse ele.Rzezinski considera estratégico o papel do Estado na área de defesa porque a transferência da tecnologia militar para a civil melhora a qualidade da aeronave comercial brasileira e a balança comercial, já que a empresa está entre as grandes exportadoras do País, gera empregos, impostos e crescimento econômico. Ele ressaltou que a Embraer é o que é porque foi concebida estrategicamente pelo governo na década de 50. Rzezinski também afirmou, para uma platéia composta basicamente de militares, que uma política de compras do governo deve fazer parte de uma política industrial do Brasil. "Os benefícios sociais e econômicos superam enormemente os custos de uma política industrial e de financiamento ao setor aeronáutico", finalizou o executivo.

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