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Embraer pode financiar clientes no curto prazo

Na tentativa de manter o nível de entregas de aviões em 2009, [br]empresa não descarta conceder empréstimos-ponte a alguns clientes

Mariana Barbosa e Beth Moreira, O Estadao de S.Paulo

19 de dezembro de 2008 | 00h00

A Embraer afirmou ontem que poderá conceder empréstimos-ponte para clientes da aviação comercial para tentar manter o nível das entregas. A empresa já possui aprovação do Conselho de Administração para realizar esse tipo de empréstimo de curto prazo. "Serão intervenções cirúrgicas e não temos intenção de ter uma política de financiar clientes", afirmou o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. A falta de financiamento para o pagamento de aeronaves que serão entregues em 2009 é a principal preocupação da indústria. Recentemente, Boeing e Airbus declararam que estudam meios de financiar clientes diretamente. Segundo o presidente da Embraer, o número de bancos que costumavam financiar aeronaves caiu para seis atualmente. "No passado, uma carteira de pedidos forte era sinônimo de receita firme. Hoje, isso já não acontece." As operação de empréstimo-ponte da Embraer serão limitada a pouquíssimos clientes de baixo risco, já que a companhia quer preservar o caixa no próximo ano. A idéia é financiar clientes que estejam com financiamento em negociação mas que ainda não tenham conseguido a liberação do empréstimo no momento da entrega do avião. "Serão operações que poderemos repassar facilmente para o mercado no primeiro semestre de 2009", afirmou Curado. Uma das empresas que poderão contar com esse tipo de apoio é a Azul, disse o executivo. O presidente da Embraer garante que a maior parte das entregas previstas para 2009 já tem financiamento garantido ou em vias de ser equacionado. No início de novembro, a Embraer anunciou uma redução na previsão de entregas para 2009, de 315 para 270 jatos (145 da aviação executiva e 125 da aviação comercial).A previsão de receita para 2009 caiu de R$ 7,1 bilhões para R$ 6,3 bilhões. Se o número se confirmar, haverá uma queda em relação a este anos, quando a empresa deverá faturar US$ 6,5 bilhões. Diante da volatilidade do cenário, ninguém descarta novos adiamentos de pedidos. "Pode acontecer de o cliente não ter capacidade de honrar o pagamento na hora da entrega do avião", disse Curado, que se mostrou bastante preocupado com o atual cenário. "Tenho dúvidas se o atual cenário mudará no curto prazo." O executivo voltou a desmentir notícias de que a empresa estaria preparando a demissão de 4 mil funcionários, mas não descartou ajustes no quadro no próximo ano. "Não há nenhuma lista preparada. Mas 2009 será difícil e talvez sejamos obrigados a lidar com isso. Temos de privilegiar a sobrevivência de longo prazo da companhia."

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