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Embraer prevê recuperação da aviação regional

A Embraer acredita a aviação regional mundial está se recuperando do trauma dos atentados de 11 de setembro, o que vai beneficiar a fabricante nacional de aviões e principal exportadora do Brasil. A empresa informou que poderá recuperar os níveis de caixa e estoques anteriores aos atentados. O vice-presidente corporativo e de relações com investidores da Embraer, Antônio Luiz Pizarro Manso, disse hoje que empresa deve encerrar o primeiro semestre deste ano com caixa líquido de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões. Segundo ele, a companhia espera retomar, a partir do próximo dia 21, o recebimento de contratos de clientes que estavam concluindo operações de financiamento em 11 de setembro passado.Ele prevê ainda que a fabricante conseguirá diminuir seus estoques, que ainda estão elevados por causa da crise gerada pelos atentados em 2001. A conta de estoques, hoje de US$ 986,6 milhões, também voltará ao patamar anterior aos atentados, encerrando no primeiro semestre deste ano entre US$ 750 milhões e US$ 800 milhões. Pizarro declarou que a aviação regional foi o setor que menos sofreu com o trauma de setembro. "Sentimos que já está havendo uma boa recuperação", afirmou o executivo.A Embraer continua com a expectativa de entregar 16 jatos Legacy em 2002. No primeiro trimestre deste ano, a fabricante nacional entregou 30 aeronaves, três a menos do que o previsto para o trimestre e 12 a menos do que no mesmo período do ano passado. Segundo Pizarro, houve um atraso que deve ser compensado agora este mês. Foram entregues 18 ERJ 145, dez ERJ 140, um ERJ 135 e um Embraer 145. O segmento de aviação comercial respondeu por 88% da receita no primeiro trimestre e a aviação de defesa, por 5,9%. Os serviços aos clientes somaram 5,9% da receita total. A empresa informou que está promovendo campanha para promover os novos jatos das famílias 170 e 190.US Airways - Pizarro declarou que não tem nenhuma entrega marcada para a companhia regional americana US Airways, que pretende comprar 70 aviões regionais. O negócio é avaliado pela Embraer em US$ 1 bilhão e seria o maior da aviação regional depois de 11 de setembro. A Embraer disputa as vendas com a canadense Bombardier. Pizarro afirmou que a empresa brasileira mantém posição de "cautela" em relação às medidas que deverão ser tomadas pela US Airways, que está em situação financeira delicada e estuda pedir concordata. "Vale a pena continuarmos brigando (pela encomenda), mas vamos olhar também os riscos", declarou Pizarro.China - Pizarro também informou que a fabricante de aviões ainda não tem o OK do governo chinês para a instalação de uma base de operações em conjunto com a estatal Avic naquele país. A Embraer já tem escritório na China. "Infelizmente ainda não temos novidade sobre isso", declarou Pizarro. Ele também afirmou que o governo chinês ainda não concedeu autorização para que sejam atendidas encomendas firmes de 35 aeronaves para empresas daquele país, que giram em torno de US$ 500 a US$ 600 milhões. A carteira total da Embraer, incluindo as opções de compra, somava US$ 23 bilhões no final de março. A empresa mantém a projeção de entregar 135 aeronaves este ano e 145 unidades em 2003.

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