Embraer quer mais recursos para financiar vendas

O vice-presidente de Relações Externas da Embraer, Henrique Rzezinski, bateu forte hoje na necessidade de que se ampliem os recursos financeiros para o setor exportador. Rzezinski foi um dos pesos-pesados entre os executivos das maiores companhias do País que se reuniram com o governador Geraldo Alckmin, nesta manhã, no Palácio dos Bandeirantes.Rzezinski, que representou a empresa que mais exporta e a que mais gera divisas líquidas para o Brasil, disse que veio ao Palácio dos Bandeirantes pedir apoio ao governador, e que Alckmin use seu prestígio político e interceda nos âmbitos competentes para que se ampliem e melhorem as condições de financiamento."O volume de financiamento que a Embraer precisa é compatível com o volume de suas vendas", disse à Agência Estado o executivo. De acordo com ele, a Embraer está competindo hoje com uma única empresa (a canadense Bombardier), que tem fontes de financiamento externo mais acessíveis e melhores do que a companhia brasileira."As fontes deles (Bombardier) são maiores e mais ágeis do que as nossas. Portanto, precisamos de recursos necessários e suficientes para competir", insistiu o executivo. Segundo Rzezinski, a Embraer não é só a empresa que mais exporta, mas a que gera divisas líquidas de US$ 1 bilhão para o Brasil.O executivo esclareceu também - principalmente para os críticos que dizem que a Embraer é a empresa que mais absorve e abocanha recursos do Proex (Programa de Financiamento às Exportações) - que não é a companhia de São José dos Campos que se beneficia do programa de equalização de juros, mas as fontes de financiamento. "O Proex viabiliza apenas a taxa de juros mais competitiva", disse. E acrescentou: "Somos dependentes de tecnologia e de caixa".Rzezinski disse ainda que a companhia está mantendo sua previsão de metas deste ano, com entrega de 135 aeronaves, abaixo das 160 do ano passado. ?Apesar disso, vamos fechar nosso balanço bastante bem equilibrado", afirmou. O executivo da Embraer comentou também que as negociações entre a companhia e o governo chinês para a instalação de uma fábrica na China, em parceria, vem avançando rapidamente e que, nos próximos meses, deverá sair uma resposta. "Trata-se de um projeto importante e de extrema relevância para a companhia e para o Brasil."Finalmente, Rzezinski disse que a Embraer vem acompanhando de perto as conversações entre a Bombardier e a Fairchild Dornier, que entrou em concordata. "A Bombardier é um claro e grande candidato a adquirir essa companhia. Mas isso não nos assusta, já que a questão central para nós e financiamento para nossas exportações", afirmou. A Fairchild Dornier era a terceira maior indústria de jatos regionais do mundo, bem atrás da Embraer e da Bombardier.

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