Embraer quer ser um dos maiores players do mercado mundial em jatos executivos até 2015

Ao longo de 2009, a Embraer conquistou 6,4% de participação no mercado internacional de jatos executivos

Clarissa Mangueira,

24 de março de 2010 | 15h45

A Embraer, quarta maior fabricante de jatos do mundo, espera se tornar um dos maiores fabricantes do mercado mundial de jatos executivos até 2015, disse Breno Corrêa, vice-presidente de marketing e vendas de jatos executivos da empresa para a América Latina.

 

A Embraer entrou nesse mercado em 2002, transformando jatos comerciais regionais em jatos executivos, e, em 2005, a companhia decidiu se tornar um grande player global na área, afirmou o executivo, durante a Fidae International Air and Space Show (Feira Internacional do Ar e do Espaço), em Santiago, no Chile.

 

Durante os anos de 2008 e 2009, "nós vimos um importante crescimento na participação do mercado e nas vendas de unidades", destacou Corrêa. Ao longo de 2008, a Embraer conquistou 4,1% de participação no mercado mundial de jatos executivos e, em 2009, esse número cresceu para 6,4%. A companhia vendeu 3,3% das unidades do mercado em 2008 e 14% em 2009. O executivo atribuiu o crescimento acentuado das vendas da empresa ao novo modelo Phenom 100.

 

"Isso já coloca a Embraer na terceira posição das vendas mundiais de unidades", disse Corrêa. "Nós conseguimos isso porque tínhamos uma carteira de aviões adequada para todas as necessidades. Caso contrário, é impossível ser um grande player."

 

A Embraer oferece as séries Mileage e Legacy de jatos executivos para longa distância, e também a série Phenom de jatos menores, que inclui o Phenom 100, da categoria entry-level, para clientes que estão comprando seu primeiro avião. O interior do avião foi projetado pela BMW Design Works nos EUA.

 

Os jatos executivos responderam por 14% da receita da Embraer em 2008 e por 16% em 2009, afirmou Corrêa. "Nossa estimativa é que, em 2010, os jatos executivos irão representar 22% da receita da empresa, cerca de US$ 1,1 bilhão, de uma receita total de US$ 5 bilhões", acrescentou ele.

 

Excluindo a entrega de jatos para várias forças aéreas, a Embraer entregou 36 jatos executivos em 2008, 115 em 2009 e prevê entregar 137 ao longo de 2010.

 

Corrêa disse ainda que a América Latina é um grande mercado de jatos executivos. "O jato executivo é hoje reconhecido como uma ferramenta de negócios e não como um artigo de luxo, e temos visto uma migração do mercado dos EUA e da Europa para novos mercados não tradicionais, como a América Latina, Ásia e Oriente Médio". As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.