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Embraer tem prejuízo líquido de R$ 649 milhões no 3º trimestre

Resultado da fabricantes de aviões foi afetado pela pandemia e também pelo cancelamento do negócio com a Boeing 

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 08h23

A fabricante brasileira de aviões Embraer registrou prejuízo líquido atribuído ao acionista controlador de R$ 649 milhões no terceiro trimestre de 2020, mais que o dobro do prejuízo registrado no mesmo período de 2019, de R$ 314,4 milhões. O desempenho da empresa foi afetado pela pandemia da covid-19, assim como pelo cancelamento do negócio com a Boeing envolvendo o braço comercial do grupo brasileiro, em abril deste ano, o que levou a uma queda significativa na produção de aeronaves. No ano, a companhia acumula prejuízo de R$ 3,549 bilhões. 

A receita líquida recuou 13% no trimestre na comparação anual e ficou em R$ 4,09 bilhões, principalmente em função das quedas nas entregas da aviação executiva e especialmente no segmento de aviação comercial. “Essa queda foi parcialmente compensada pelo aumento de 106% (na comparação entre o terceiro trimestre de 2020 e terceiro trimestre de 2019) das receitas de defesa & segurança no trimestre, que foram impactadas no primeiro semestre do ano, já que algumas entregas foram postergadas em função das restrições de viagens impostas pela covid-19, como o fechamento de fronteiras de alguns países clientes”, explicou a fabricante.

No trimestre, a Embraer entregou sete jatos comerciais e 21 jatos executivos (19 jatos leves e dois jatos grandes), totalizando 28 jatos entregues, ante os 44 jatos entregues no mesmo período de 2019. No acumulado de 2020, a empresa entregou 16 jatos comerciais e 43 jatos executivos (33 jatos leves e 10 jatos grandes) - de janeiro a setembro de 2019 foram 54 jatos comerciais e 63 jatos executivos.

“As entregas da Embraer em 2020 estão sendo impactadas negativamente, principalmente devido à pandemia de covid-19, que continua afetando o mundo e especialmente as viagens aéreas comerciais”, explicou a companhia, que espera uma melhora no segmento de aviação executiva no quarto trimestre. 

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