Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Embraer vai fornecer jatos para a Indonésia

Contrato com a Kalstar Aviation ocorre num momento em que aéreas da região tentam reduzir custos para enfrentar cenário de forte concorrência

REUTERS , O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2015 | 02h04

A fabricante brasileira Embraer vai fornecer seus primeiros jatos para uma companhia aérea da Indonésia, num momento em que empresas do sudeste asiático estão preocupadas com custos e buscam aviões menores para atender cidades de porte médio de maneira mais eficiente.

A Embraer disse ontem que a Kalstar Aviation, sediada na província de Kalimantan, na Indonésia, fará leasing de dois jatos E-195 por meio da irlandesa Aldus Aviation. A maior fabricante mundial de aviões regionais tem quase 200 jatos comerciais em serviço na região da Ásia Pacífico, em 20 operadoras.

Embora pequeno, o acordo com a Kalstar ocorre em um cenário de intensificação da concorrência no mercado de jatos regionais, com a japonesa Mitsubishi Aircraft entrando em um segmento no qual a canadense Bombardier também atua.

Em fevereiro do ano passado, a Embraer fechou seu primeiro grande acordo na Índia, uma encomenda de 50 jatos avaliada em US$ 2,94 bilhões. O negócio foi acertado com a companhia iniciante indiana Air Costa.

"O que está acontecendo agora é que cidades de porte médio e pequenas estão apresentando um crescimento significativo na renda e, por definição, elas não são grandes o bastante para suportar altas frequências com 737s (da Boeing) e A320s (da Airbus) e fazê-lo rentavelmente", disse John Slattery, vice-presidente comercial da Embraer Commercial Aviation.

Nos últimos anos, o sudeste da Ásia emergiu como uma região disputada por Airbus e Boeing, com empresas como AirAsia e Lion Air fazendo encomendas de aeronaves de apenas um corredor, como os A320s e 737s, para atender a uma população de 600 milhões de pessoas.

Oportunidade. Mas Slattery disse que 80% das companhias aéreas da região Ásia Pacífico não eram rentáveis em 2014 porque a intensa competição força as empresas a reduzir preços para ocupar os assentos. Agora, com aeroportos maiores, centros de conexões mais movimentados e uma crescente demanda por serviços e viagens entre cidades menores, a Embraer vê uma abertura de mercado para sua família de jatos que transporta entre 70 e 130 passageiros.

"Não estamos dizendo que queremos substituir A320s, 737s e ATRs. Nós complementamos as aeronaves maiores de um só corredor", disse Mark Dunnachie, chefe de vendas da Embraer para aviação comercial na Ásia Pacífico.

A Kalstar, que tem frota de mais de dez aviões incluindo turboélices da ATR, pretende abrir novas rotas e frequências com os aviões da Embraer, disse, em comunicado, o presidente executivo da Kalstar, Andi Masyhur.

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