EMBRAER vê aéreas cortando assentos com alta do petróleo

As companhias aéreas precisam cortarrotas não-lucrativas e aumentar preços de passagens parasobreviverem a um desastre na indústria ameaçada por preçoselevados dos combustíveis, afirmou a Embraer nesta sexta-feira. Muitas companhias aéreas tradicionais têm cortado custosdiante da competição gerada por empresas de baixo custo, massomente medidas mais duras para ampliar receitas permitirão quemuitas delas sobrevivam a uma crise que pode durar cinco anosno setor de viagens aéreas, afirmou a companhia brasileira. "Companhias aéreas fizeram um grande esforço para cortaremcustos, mas muitas delas ainda não são lucrativas. Elasprecisam fazer algo sobre o excesso de capacidade ou vãocontinuar perdendo dinheiro", disse Luiz Sergio Chiessi,vice-presidente da Embraer para inteligência de mercado, ajornalistas. O alerta amargo contrasta com a demanda em alta por jatosexecutivos divulgada pela Embraer também nesta sexta-feira. Alguns clientes abastados, que compõem a maioria dos lucrosdas companhias aéreas tradicionais, estão decidindo partir parajatos executivos, ao considerarem esses aviões como maisseguros e mais eficientes que esperas em aeroportos lotados. Apesar de muitos passageiros alcançarem seus destinosreclamando sobre aviões lotados, muitas companhias aéreassomente conseguem taxas de ocupação elevadas com a venda, agrandes descontos, de assentos disponíveis. Isso mascara um problema mais profundo da indústria deexcesso de capacidade em um momento em que a economia perdeforça, disse Chiessi. "Os aviões estão cheios, mas com um yield (relação entrereceitas por passageiros transportados por quilômetropercorrido) fraco", disse o executivo. E com os preços dos combustíveis em ascensão, algumascompanhias aéreas precisam ampliar os yields por meio deaumento de tarifas. O mercado mostra que uma maneira de conseguir isso é pormeio da oferta de menos assentos, processo já em movimento nosEstados Unidos. A Continental Airlines informou na quinta-feira que vaicortar 3 mil empregos, ou cerca de 6,5 por cento de sua forçade trabalho, e aposentar 67 aviões mais antigos.

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