Embraer vê melhora do mercado este ano

A Embraer vê em 2010 um cenário mais favorável para novas vendas em relação a 2009, quando o mercado de aviação sofreu um duro golpe da crise financeira global. Mesmo assim, o vice-presidente executivo de Finanças e de Relações com Investidores da fabricante de aeronaves, Luiz Carlos Aguiar, avalia que ainda não é possível saber se essa recuperação é sustentável.

Michelly Chaves Teixeira, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

"Venderemos mais do que no ano passado, mas ainda não nos níveis de 2006, 2007", disse o executivo. Para ele, a retomada e a melhoria "significativa" desse mercado virão somente em meados de 2011.

Segundo o vice-presidente de Finanças, a Embraer não tem presenciado postergações ou cancelamentos na entrega de aeronaves como em 2009. A empresa, segundo ele, continua dependendo de sua carteira de pedidos firmes (backlog) para gerar receitas. O backlog da Embraer somava, ao fim de 2009, US$ 16,6 bilhões, volume suficiente para 3,3 anos. Embora tenha destacado que a empresa já trabalhou com mais folga em seu backlog (em 2008, a carteira de US$ 20,9 bilhões supria 3,8 anos), Aguiar destacou que o prazo de 3,3 anos é "razoável".

A Embraer está com boas expectativas em relação à venda de jatos executivos. Aguiar disse que a empresa conseguiu vender bem esses produtos em 2009, ao contrário de seus pares, porque seus lançamentos tinham sido vendidos antes da crise.

Ontem, ao divulgar suas demonstrações financeiras referente ao quarto trimestre e ano de 2009, a fabricante anunciou que espera entregar 90 aeronaves comerciais e 137 jatos executivos em 2010. Do total de aviões executivos, 120 unidades devem ser da família Phenom e os outros 17 serão Legacy e Lineage.

A empresa não fez menção sobre os aparelhos do segmento de defesa e governo. A Embraer não informa sua meta porque a maior parte das receitas deste nicho tem origem nos programas de desenvolvimento de aeronaves e prestação de serviços de engenharia.

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