Embrapa quer exportar alimento produzido na África

Mandioca, arroz e, em breve, até etanol. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a colher os primeiros resultados de sua experiência na África e já prevê exportações para a Europa como resultado de suas iniciativas no continente. Ontem, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco Mundial (Bird) publicaram novo estudo que revela que a savana africana tem o potencial de se transformar no novo Cerrado, modificando a geografia mundial da produção de matérias-primas nos próximos anos.

AE, Agencia Estado

23 de junho de 2009 | 10h00

O representante regional da Embrapa para África, Cláudio Bragantini, endossa a análise. ?A região tem um potencial enorme e conta com condições muito parecidas as do Cerrado em termos de suas terras?, afirmou o chefe do escritório da instituição em Acra, capital de Gana. Na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o convidado de honra da cúpula da União Africana, que ocorre na Líbia. O tema agrícola está na agenda.

Segundo a FAO, a savana africana cobre 25 países e teria capacidade de ser um novo centro de produção de grãos e alimentos no mundo mais produtivo que o Cerrado brasileiro. Hoje, apenas 10% da área de cerca de 400 milhões de hectares que vai do Senegal à África do Sul é utilizada. Para FAO e Bird, os investimentos no Cerrado brasileiro nos anos 80 colocaram o País como um dos principais fornecedores de alimentos no mundo, ameaçando a posição americana em algumas áreas, como soja. Na avaliação das entidades, há um interesse mundial cada vez maior pela região africana, que poderá levar a savana a ter o mesmo destino do Cerrado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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