Embraport agenda reunião com portuários

Os sindicatos dos estivadores e de operários portuários suspenderam o protesto programado para o fim da tarde de ontem na área portuária. Motivo: as lideranças da categoria agendaram reunião com dirigentes da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) para segunda-feira, a fim de retomar o diálogo sobre a forma de contratação dos trabalhadores. A Embraport insiste na contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), conforme prevê a nova Lei dos Portos, enquanto os avulsos querem o recrutamento pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTOS, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2013 | 02h06

Desde segunda-feira, os trabalhadores vinham fazendo protestos, culminando com o bloqueio dos acessos ao porto, a invasão do terminal da Embraport na quinta-feira e a ocupação do navio Maersk La Paz, de Hong Kong. No fim da tarde de anteontem, a Embraport obteve liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), determinando que os manifestantes deixassem o local, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Após discutirem com policiais federais, dois sindicalistas foram detidos e em seguida liberados. Depois disso, 92 avulsos deixaram o cais, mas dez homens ficaram as 12h30, quando o navio deixou o terminal.

Para o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos e região, Rodnei Oliveira da Silva, o agendamento da reunião é o primeiro passo para um acordo.

Três categorias de avulsos já fizeram acordo com a Embraport, e apenas os estivadores e os operários portuários não concordaram com a nova forma de contratação. O diretor do Sindicato dos Estivadores, César Alves, lembra que, pela nova lei, os avulsos serão contratados com salário de R$ 1.073, enquanto a média salarial dos avulsos recrutados pelo Ogmo é de R$ 4 mil.

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