Embratel faz ofensiva nos tribunais

A direção da Embratel colocou em prática durante toda esta terça-feira uma ofensiva nos tribunais e à Advocacia-Geral da União (AGU) para apresentar as explicações sobre a situação da empresa em relação ao pedido de concordata de sua controladora, a norte-americana WorldCom, e sobre as ações que tem na Justiça contra a Anatel.Nesta terça-feira, o presidente da Embratel, Jorge Rodrigues, participa de reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. O diretor-jurídico da Embratel, Pedro Martins, e o diretor de regulamentação e interconexão, José Roberto Souza, entregaram ao presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, uma carta do presidente da Embratel, acompanhada de pareceres de juristas, como Paulo Brossard e de um escritório americano, Huges, Hubbard & Reed.Esses pareceres mostram que o pedido de concordata da WorldCom não tem impacto jurídico, regulatório ou operacional na Embratel. Quanto às ações movidas pela Embratel, a empresa afirma na carta que não é contra a concorrência no setor de telecomunicações. Sustenta, porém, que está havendo uma concorrência desleal em relação à Embratel.Entre as ações movidas pela empresa, está a que impede a Telefônica de operar ligações DDD a partir de São Paulo para as demais regiões do País. Os dirigentes estiveram também com o advogado-geral da União, José Bonifácio Borges de Andrada.

Agencia Estado,

23 de julho de 2002 | 19h58

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