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Emergentes ajudam contra crise, diz secretário britânico

Peter Mandelson diz que ficou nítido que encontro do G-7 foi só plataforma para encontro do G-20

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado

17 de fevereiro de 2009 | 16h29

Os líderes dos mercados emergentes possuem um papel cada vez mais importante na resolução da crise econômica mundial, afirmou o secretário britânico para Negócios, Empresas e Reforma Regulatória, Peter Mandelson, antes de uma reunião do Conselho de Relações Exteriores em Nova York.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     Segundo ele, ficou nítido que a reunião do G-7 - grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo - no fim de semana foi apenas uma plataforma para o encontro de abril dos países do G-20 em Londres. "Temos que acordar e perceber esta mudança, que do meu ponto de vista é profunda", disse Mandelson, ex-comissário da União Europeia para o Comércio. Ele citou as críticas do primeiro-ministro chinês sobre o sistema bancário ocidental como um reflexo das mudanças no equilíbrio econômico mundial.   "Precisamos repensar algumas das estruturas financeiras e bancárias básicas em um nível global", incluindo o segundo acordo da Basileia e o acordo de Bretton Woods, afirmou. "Precisamos da China e da Índia e de outras economias emergentes nessas discussões", disse Mandelson, acrescentando que o modelo de gerenciamento básico de Bretton Woods "não serve mais ao seu propósito". Ele também disse que o único motivo pelo qual o crescimento mundial não está em zero é a demanda dos mercados emergentes e avaliou que o foco da cúpula do G-20 em abril deve ser a resistência às medidas protecionistas.   O "grande desafio", segundo Mandelson, é o "risco de uma desglobalização". O potencial aumento do protecionismo em resposta ao desaquecimento da economia mundial é particularmente perigoso para o mercado único europeu, acrescentou.   "O protecionismo aparentemente trataria dos sintomas do desaquecimento econômico, mas é um veneno en relação à recuperação da economia mundial porque coloca em xeque estrutural o crescimento econômico no futuro", afirmou, acrescentando que estimular as compras de bens locais é diferente de repelir os produtos importados.   Ele disse que a Rodada de Doha pode ser concluída em 2009 e que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial deveriam ser fortalecidos.   Mandelson comentou ainda que o governo britânico não quer estatizar os bancos do Reino Unido e está preparado para compartilhar o risco e impulsionar os empréstimos.   "A estatização não é algo que estamos buscando porque acreditamos que os bancos pertencem ao setor privado. Enquanto não consertarmos os bancos, não vamos conseguir consertar nada", avaliou. As informações são da Dow Jones.

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