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Emergentes disputam recursos

Financiamentos para exportadores ?devem secar?

Jamil Chade e Patrícia Campos Mello, GENEBRA E WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

11 de fevereiro de 2009 | 00h00

Os países emergentes temem que os pacotes de resgate dos bancos "sequem" o crédito, com repercussões no financiamento das exportações. Diplomatas consultados pelo Estado alertam que o dinheiro usado para salvar bancos acabará faltando em outras áreas.Para a Índia, os trilhões de dólares de pacotes de socorro nos países ricos terão impacto para os emergentes nos próximos meses. "Esse dinheiro está sendo tirado do sistema e vai impedir o fluxo de capitais aos emergentes", disse Ujal Bhatia, embaixador indiano em Genebra. O custo das linhas de crédito, segundo Bhatia, poderá inviabilizar as exportações dos emergentes. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), essas exportações cairão 0,8% em 2009. "Os enormes pacotes de ajuda nos EUA e na Europa vão fortalecer seus bancos e podem até permitir uma certa volta à normalidade no financiamento do comércio entre Norte e Sul. Mas o comércio entre os países emergentes será afetado e precisamos reverter logo isso", disse o embaixador do Brasil em Genebra, Roberto Azevedo.Já os Estados Unidos pretendem começar a trabalhar em reformas globais do sistema financeiro, em conjunto com outros países. Trata-se de uma abordagem bastante diferente da adotada pelo governo Bush, que se recusava a discutir "coordenação global para regulamentação financeira".Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, terá início neste fim de semana, na reunião do G-7 na Itália, o processo de colaboração entre os países na formulação de regulamentações e estabilização do sistema financeiro. O objetivo é costurar propostas para serem discutidas na reunião do G-20 em Londres, em 2 de abril, que terá a participação do presidente Barack Obama.

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