Emergentes não seguram e vendas da GM caem 11% no 3º tri

Restrição ao crédito e queda na confiança dos consumidores derrubam vendas da montadora nos EUA e Europa

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

29 de outubro de 2008 | 12h55

A General Motors anunciou queda de 11% em suas vendas globais no terceiro trimestre, indicando novamente que suas operações internacionais não conseguem mais minimizar o impacto da retração nas vendas em sua problemática unidade norte-americana. As vendas caíram para 2,11 milhões de veículos no período. Foi o terceiro trimestre seguido de contração nas vendas totais da GM.   Veja também: Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Às 11h43 (de Brasília), as ações da montadora subiam 3,84%. Duas semanas atrás, a ação da GM atingiu sua menor cotação em seis décadas, aos US$ 4,00, quando a agência Standard & Poor's ameaçou rebaixar o rating da companhia. A GM permanece abaixo da Toyota Motor em termos de vendas registradas no mundo. A Toyota anunciou na semana passada uma queda de 4% nas vendas globais, para 2,24 milhões de veículos.   Na América do Norte, a desaceleração econômica e a mudança no foco dos consumidores para automóveis menores estão prejudicando seu desempenho. As vendas caíram 19% na América do Norte para 977,804 mil veículos. Na Europa ocidental as vendas também caíram, em 12% no terceiro trimestre, para 459,219 mil veículos.   O enfraquecimento das vendas na Europa é conseqüência dos mesmos fatores que têm prejudicado as vendas nos EUA nos meses recentes - problemas no setor imobiliário, restrição ao crédito e queda na confiança dos consumidores. Várias montadoras européias revisaram em baixa suas projeções de lucro na semana passada, citando desaceleração nas vendas na região.   Na América do Norte, a GM está reestruturando seus planos de produção para ajustar-se à queda nas vendas e mudanças nas preferências dos consumidores. A companhia pretende reduzir sua produção de caminhões e de SUVs na América do Norte, e elevar sua capacidade de produção de veículos menores e de venda mais rápida. A companhia também quer acelerar os esforços para introduzir automóveis que utilizem combustíveis eficientes.   As duas regiões responderam por cerca de 68% das vendas totais da GM no período, zerando o efeito positivo do crescimento nas vendas em outras regiões. As vendas da GM na América Latina, na África e no Oriente Médio subiram 3,4% e na Ásia aumentaram 2,6% e bateram recorde.   Ajuda   As fabricantes de veículos européias anunciaram nesta quarta que pedirão 40 bilhões de euros (US$ 51,3 bilhões) à União Européia para que possam enfrentar a crise econômica e a queda da demanda.   "Esta é uma de nossas metas", disse disse o presidente da Associação Européia de Fabricantes de Automóveis (Acea, na sigla em inglês), Christian Streiff, que também é executivo-chefe da PSA Peugeot Citroen, à agência Dow Jones, minutos antes de uma reunião nesta manhã com o comissário de empreendimentos e indústria da UE, Gunter Verheugen.   As fabricantes européias disseram no início deste mês que tentariam obter um pacote de empréstimos a taxas de juros baixas para ajudar a garantir um mercado sustentável para as tecnologias eficientes no uso de combustível.   O setor automobilístico europeu tem afirmado que precisa da ajuda para equiparar-se a uma decisão semelhante tomada pelos EUA no mês passado. O Congresso dos EUA aprovou empréstimos de US$ 25 bilhões para ajudar a General Motors, Ford Motor e a Chrysler a desenvolverem veículos mais eficientes no uso de combustível.    (com Marcílio Souza, da Agência Estado)  

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