Emergentes podem ter agir para lidar com fim dos estímulos do Fed, diz FMI

Fundo recomendou que o BC americano adote uma comunicação mais clara e um cronograma cuidadoso

Álvaro Campos, da Agência Estado,

20 de junho de 2013 | 15h23

WASHINGTON - O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, disse que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, pode mitigar o impacto que a redução dos seus estímulos terá sobre outras economias ao adotar uma comunicação mais clara e um cronograma cuidadoso. Mesmo assim, autoridades de mercados emergentes podem ter de adotar ações para garantir que os mercados continuem funcionando de maneira ordenada.

"Embora os benefícios macroeconômicos das compras de ativos continuem a superar os custos, o Fed deveria continuar com sua preparação para uma saída gradual e suave", comentou Rice. Segundo ele, o FMI está "observando atentamente" os impactos potenciais do fim dos estímulos nos EUA sobre os mercados emergentes. "O Federal Reserve também pode ajudar a mitigar o impacto por meio de uma comunicação mais clara sobre sua estratégia de saída".

Rice lembrou que na avaliação anual sobre a economia dos EUA, divulgada na semana passada, o FMI "destacou a importância de uma comunicação efetiva e uma calibragem cuidadosa do cronograma de saída, para evitar problemas para os EUA e outros países". Questionado pelos repórteres, o porta-voz não respondeu se o discurso de Ben Bernanke ontem se qualifica como "comunicação efetiva".

O representante do FMI afirmou também que a resposta dos mercados emergentes ao fim dos estímulos do Fed será individual. "Genericamente falando, a política apropriada seria permitir que os mercados se ajustem ao aumento dos juros nos EUA e dos prêmios de risco. Entretanto, dependendo do volume de saída de capital e das pressões de liquidez em certos segmentos dos mercados, alguns países podem precisar focar na manutenção do funcionamento ordenado do mercado, usando de maneira inteligente seus colchões", explicou.

Rice afirmou que a atual situação é um alerta para os formuladores de políticas. "Esse episódio de turbulência financeira fornece um lembrete para os mercados emergentes sobre a necessidade de reconquistar espaço de manobra e reduzir vulnerabilidades, em meio à normalização das condições financeiras, e isso vai ajudar a posicioná-los para lidar eficientemente com futuras turbulências nos mercados". Fonte: Market News International.

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