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Emergentes podem ter mais poder no FMI

O Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI, o órgao político mais importante da instituição, recomendou que a nova distribuição de cotas e de poder de voto conceda mais influência aos países emergentes que têm conquistado maior peso na economia global. Essa mudança refletirá mais fielmente a nova distribuição internacional de poder econômico, substituindo um critério definido há cerca de 60 anos. O fator mais importante na composição da nova fórmula será o Produto Interno Bruto (PIB), isto é, o tamanho da economia. O Comitê recomendou, além disso, que se leve em conta no cálculo, pelo menos parcialmente, o PIB calculado com base na paridade de poder de compra, que corrige em parte distorções do câmbio e de diferenças de preços entre países e torna as comparações mais precisas. Essa decisão incorpora uma parte importante da proposta defendida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e por outros ministros de países em desenvolvimento, como Miguel Gustavo Peirano, da Argentina. A posição sustentada pelo Brasil foi discutida por Mantega com os delegados da China, da Índia e da África do Sul.As recomendações aprovadas ontem deverão orientar os trabalhos nos próximos meses. Nenhuma decisão final foi tomada, enfatizou o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, numa entrevista coletiva, ontem à tarde, juntamente com o novo presidente do Comitê Monetário e Financeiro, o ministro italiano Tommaso Padoa-Schioppa. O Comitê é formado por 24 ministros que representam politicamente os 185 países membros da instituição. De acordo com a orientação apresentada ontem, haverá não só uma redistribuição, mas também uma ampliação de cerca de 10% nas cotas. O grupo recomendou que haja pelo menos uma duplicação das cotas básicas, que são atribuídas igualmente a todos os países e são mais significativas para os mais pobres e, portanto, menos capazes de contribuir para o capital do Fundo. Essas recomendações, embora incorporem parte das sugestões dos emergentes, ainda poderão ser discutidas e revistas, quando se passar aos detalhes e houver uma idéia mais clara do alcance das mudanças.As informações são de O Estado de S. Paulo.

ROLF KUNTZ, Agencia Estado

21 de outubro de 2007 | 11h04

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