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Emergentes têm 4º ano de mercados em alta

O dia 10 de outubro de 2002 marcou a mínima para as ações de mercados emergentes dos últimos quatro anos. Desde então, estes mercados apresentam tendência de alta (bull), com retorno ao ano na casa de 35%. No período, a capitalização de mercado medida pelo MSCI Emerging Market deu um salto de US$ 545 bilhões - uma quantia que os consumidores dos EUA gastam em 18 dias - para mais de US$ 2 trilhões, afirma em relatório o estrategista global de ações emergentes do Merrill Lynch, Michael Hartnett. Ele afirma que o mercado altista foi puxado pelos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), cuja valorização desde outubro de 2002 foi de 636%. O Brasil subiu sete vezes, a Rússia, oito vezes, enquanto os mercados acionários de China e Índia subiram cinco vezes, de acordo com o relatório. Os setores que mais se valorizaram foram os de energia (seis vezes) e financeiro (quatro vezes). Segundo o analista, o mercado altista nasceu num período de deflação, temor e ações baratas. "A impressionante performance dos mercados emergentes e a performance mais impressionante ainda dos Brics, em particular dos setores de energia e financeiro, colocam em destaque os fatores cíclicos chave que favoreceram a alta e que incluem a liquidez global, os preços das commodities e a demanda doméstica dos mercados emergentes", afirma.Hartnett afirma que a probabilidade de um mercado bear (baixista) é pequena. "Os riscos cíclicos globais ao tipo de ativo (emergente) são recessão, que pesa sobre os lucros e os preços das commodities, e inflação mais alta, que é negativa para os juros e a liquidez". A Merrill Lynch não espera nenhum dos dois em 2007. De qualquer forma, o analista recomenda cautela para os próximos meses. "A tendência secular pode ser de alta, mas o bull fez uma pausa para respirar em 2006", diz. O analista sugere que o investidor nos mercados emergentes continue exposto aos setores de consumo, infra-estrutura e imóveis. "Retornos anualizados de 35% nos próximos anos não são viáveis sem criar uma bolha", afirma, acrescentando que os ativos emergentes continuam relativamente baratos, mas não mais "ridiculamente baratos".

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 20h32

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