Emília pede pressa na indicação para Anatel, revela senador

Segundo presidente da Comissão de Infra-Estrutura, porém, não há pedido do governo para agilizar processo

Gerusa Marques, da Agência Estado,

07 de julho de 2008 | 12h41

O presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), garantiu nesta segunda-feira, 7, não haver recebido nenhum pedido do governo para agilizar o processo de indicação da assessora especial da presidência do Senado Emília Ribeiro para o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas revelou que a própria Emília lhe solicitou pressa. A indicação foi oficializada na edição desta segunda do Diário Oficial da União. Veja também:Emília Ribeiro é indicada para vaga na Anatel Perillo anunciou que pretende definir esta semana o relator do processo da indicação. Dependendo da rapidez do relator, ele considera possível realizar a sabatina de Emília já na próxima semana, o que deveria ocorrer até o dia 17, pois no dia seguinte o Congresso entra em recesso, só retornando às atividades oficialmente em 1º de agosto. Como o dia 1º cai numa sexta-feira, na prática o Congresso reinicia os trabalhos no dia quatro. Realizada a sabatina, a indicação seguirá para votação no plenário do Senado, o que, portanto, só deverá ocorrer em agosto. Se aprovada, o conselho diretor estará completo com seus cinco membros, evitando divisões, como ocorreu no primeiro turno, na votação em segundo turno da proposta de reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que está sob consulta pública até primeiro de agosto. O novo PGO permitirá a compra da Brasil Telecom pela Oi. O presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado disse conhecer pessoalmente Emília Ribeiro, mas informou não haver ainda analisado detidamente seu currículo, ficando sem condições, por enquanto, de prever a aprovação da indicação na Comissão. Perillo disse que ela tem "boa relação" com senadores e deputados. Se aprovada sua indicação, patrocinada pelo PMDB, a assessora especial da presidência do Senado assumirá a vaga aberta desde novembro do ano passado, com o fim do mandato de José Leite Pereira Filho. O mandato de conselheiro diretor da Anatel é de cinco anos, contados a partir da vacância. Na hipótese de assumir em agosto, Emília, portanto, estará com o mandato reduzido em oito meses. O mandato de conselheiro diretor é renovável por mais cinco anos.

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