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Emirados Árabes darão apoio a bancos afetados pela moratória

País do Oriente Médio busca acalmar os mercados para não perder a confiança dos investidores

BARBARA SURK, AP

29 de novembro de 2009 | 14h21

O Banco Central dos Emirados Árabes Unidos anunciou neste domingo que "respaldará" os bancos locais e estrangeiros que operam no país, oferecendo acesso a capitais, em um sinal de que o país do Oriente Médio se apressa para acalmar os investidores preocupados com a dívida de Dubai, depois que a empresa Dubai World se declarou em moratória.

 

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O Banco Central emitiu um aviso aos bancos nacionais e estrangeiros com subsidiárias nos Emirados Árabes Unidos afirmando que colocará à disposição "uma unidade especial de liquidez adicional relacionada com suas contas correntes no Banco Central", relatou hoje a agência de notícias oficial dos Emirados Árabes Unidos, WAM.

 

A empresa, cujas ações abarcam propriedades que vão desde portos a bens imobiliários surpreendeu o mundo no dia 25 ao anunciar que pedirá o adiamento do pagamentos pelo menos até maio de 2010, assim como as dívidas pendentes de sua subsidiária de bens imobiliários Nakheel PJSC. Essa subsidiária deveria pagar até US$ 3,5 bilhões no próximo mês.

 

O anúncio foi o indício mais claro de que o conglomerado, que foi o principal motor do crescimento de Dubai na década, tem um fluxo de dívidas incontrolável. A declaração do Banco Central surge dias depois de os mercados mundiais reagirem com temor às notícias de que o conglomerado Dubai World pediria a seus credores um adiamento de seis meses no pagamento de parte dos US$ 60 bilhões de suas dívidas.

 

As obrigações da empresa com os credores atingem pelo menos R$ 80 bilhões. Contudo, Dubai World "negou completamente a ideia de se livrar de alguns de seus investimentos lucrativos e seus bens imobiliários produtivos a um preço menor do que seu valor", afirmou um funcionário da empresa ,que pediu anonimato, ao jornal Al-Itihad neste domingo. 

 

As declarações do funcionário não serviram como explicação para deixar claro de que maneira os diretores do conglomerado - que têm clara ligação com a família real de Dubai - pretendem solucionar a crise financeira que poderia destruir o prestígio de Dubai.

 

Os funcionários da Dubai World estão recorrendo à vizinha Abu Dhabi para tratar da dívida, o provocou expectativa de que o Banco Central dos Emirados Árabes interviria, como acabou ocorrendo.

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