André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Emissão de debêntures pode ser saída para financiar novas concessões, diz Levy

Para o ministro da Fazenda, o programa de incentivo à emissão de debêntures, associado a incentivos por parte do BNDES, poderá inspirar o financiamento dos investimentos na nova rodada de infraestrutura que está para ser lançada

O Estado de S. Paulo

12 Maio 2015 | 14h28

RIO - O programa de incentivo à emissão de debêntures, associado a incentivos por parte do BNDES, poderá servir de inspiração para o financiamento dos investimentos na nova rodada de concessões em infraestrutura que está para ser lançada, segundo disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em vídeo transmitido no XXVII Fórum Nacional, seminário de debates promovido pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, no Rio.

No discurso gravado, após citar o fim da dualidade de crédito como um dos problemas a serem enfrentados na economia, Levy mencionou o programa de incentivo à emissão de debêntures como uma medida nesse sentido. Segundo o ministro, sua execução poderá sinalizar "a velocidade com que o setor privado brasileiro, especialmente os gestores financeiros, responderão aos desafios dessa nova fase da nossa economia, de menor proeminência das commodities".

"Uma estratégia análoga de envolvimento do mercado de capitais, visando também investidores estrangeiros, deverá dar novo dinamismo à agenda de investimentos em infraestrutura promovida pelo governo, notadamente em logística", diz Levy no vídeo.

Ao sinalizar com essa estratégia de financiamento para as novas concessões, Levy lembrou que o Brasil foi capaz, nos últimos anos, de transformar seus títulos públicos de longo prazo em moeda local em "ativo de expressão global".

Novo papel do governo. As medidas foram citadas como exemplos de que a estratégia do governo para a retomada do crescimento não para nas medidas de ajuste fiscal. Segundo Levy, a nova estratégia "se baseia na avaliação de que o principal papel do governo é criar o ambiente, o palco, para a sociedade e o setor privado desempenharem seu papel".

"Não cabe ao governo escrever o libreto ou escolher o tenor, mas ele deve garantir a iluminação e que o teatro abra no horário certo", compara o ministro no discurso. Levy citou também a unificação do ICMS como outra estratégia nesse sentido. 

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