Emissão de Global 2019 será referência para empresas

A captação visa comparar o desempenho com o Global 2017, lançado antes da crise e agora

Adriana Fernandes,

15 de dezembro de 2009 | 15h49

A emissão do Global 2019 com prazo de vencimento de 10 anos, que está sendo lançado hoje pelo Tesouro Nacional, visa a permitir uma comparação melhor da performance dos papéis brasileiros no mercado internacional. A expectativa do Tesouro é reduzir ainda mais a taxa de juros dos títulos para novo patamar histórico.

 

A nova captação vai servir de benchmak (referência) para as empresas brasileiras captarem recursos no exterior com prazos semelhantes e taxas mais baixas. Segundo a Agência Estado apurou, as empresas estavam demandando um novo benchmak de 10 anos. Com o aumento do apetite dos estrangeiros pelo Brasil, muitas empresas estão montando emissões de papéis no exterior.

 

Na última emissão externa, em outubro, o Tesouro vendeu US$ 1,27 bilhão do Global 2041, títulos comprados de vencimentos de 30 anos, que foram vendidos com taxa de retorno ao investidor "yield" de 5,80% ao ano, a segunda menor taxa da história para um bônus da dívida externa brasileira. A emissão mais barata feita pelo Tesouro foi do Global 2017, papel de benchmak de 10 anos, que foi emitido em maio de 2008 com yeld de 5,29%, o menor da história.

 

Conforme já havia antecipado à Agencia Estado o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, a emissão de um papel de 10 anos visa comparar o desempenho com o Global 2017, lançado antes da crise e agora, neste momento de retomada do crescimento e melhora da avaliação do Brasil no exterior. Além do Global 2041, o Tesouro já fez outras três captações externas este ano. Uma do Global 2037, em julho e outras duas emissões com prazo de 10 anos do Global 2019, em janeiro e maio.

 

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